Mas a tentativa de fuga de Jessica fracassou. Charles a segurou sem esforço, os olhos escuros ardendo em intensidade. “Me seduz e depois tentar escapar?”, brincou.
As respirações se misturaram no ar quente e úmido. Ele se inclinou e capturou os lábios que tanto desejava, o beijo quente e profundo acendendo seus nervos.
“Mmm.” Ela não conseguia afastá-lo, em vez disso, sentia-se cair, pouco a pouco.
Meio submersa na banheira, presa contra a porcelana pelo corpo dele, sentia a cabeça leve e uma atração perigosa. A respiração e a clareza mental foram varridas como a maré.
Talvez ele achasse que o espaço apertado da banheira limitava seus movimentos, porque logo a levantou nos braços e a levou até o balcão do banheiro. Sentou-a ali, envolvendo-a com os braços, os lábios roçando sua orelha.
“Jessica”, sussurrou com aquela voz baixa e aveludada que fazia calafrios descerem pela espinha: “Deixa eu tomar a frente, tá?”
A mente dela estava uma bagunça. Olhando o rosto bonito tão perto do seu, sentiu-se impotente para resistir. Naquele momento, ele a dominava completamente.
A boca dele voltou aos seus lábios, reivindicando-a de novo e desta vez, por inteiro.
Era impossível dizer quanto tempo durou aquela loucura. No fim, Jessica estava exausta demais para até pedir que ele parasse.
Mas Charles não parecia satisfeito. Com energia inesgotável, continuou, mudando ritmo e abordagem até ela ficar rouca de chamar seu nome.
Só quando a voz dela quase desapareceu ele finalmente a soltou.
Ela quis xingá-lo... Precisava ir tão longe? Mas não tinha nem energia para falar.
Felizmente, o filho deles não acordou no meio daquela confusão. Se Arthur tivesse visto, ela não saberia como encará-lo.
Como esperado, Jessica não conseguiu sair da cama na manhã seguinte.
Só quando Charles mandou alguém levar Arthur para a escola é que ela finalmente despertou.
No momento em que se mexeu, uma onda de dor percorreu o corpo todo, especialmente da cintura para baixo. Murmurou resmungos contra Charles por ter sido tão bruto.
Assim que se sentou, ele entrou no quarto. Vendo a irritação no rosto dela, soube que ela não estava exatamente feliz.
Jessica o encarou... Impecavelmente vestido, a imagem perfeita de classe e controle. Mas ela sabia bem. Aquele homem frio e correto se transformou numa fera na noite anterior, assim que tirou a roupa.
Charles se aproximou, os lábios curvando-se num sorriso provocador. “Que cara é essa? Não gostou da minha performance ontem?”
“V-Você... Tem coragem de falar disso?”, ela gaguejou, as bochechas vermelhas demais para saber se era raiva ou vergonha.
Ele se inclinou, as mãos apoiadas de cada lado dela, os lábios sorrindo com malícia. “Ah é? Achei que tivesse gostado bastante ontem.”
Jessica ofegou, o rubor subindo até as orelhas. Como ele podia falar uma coisa tão descarada com a maior naturalidade?
“Você foi grosso demais!”, estalou. “Pedi para parar e você não parou. Agora tô toda dolorida... Principalmente lá embaixo!”
Ele... Conferiu? O rosto dela ficou vermelho.
Depois de tudo que fizeram na noite anterior, ser encarada enquanto passava creme ali? Era demais.
Desde aquele episódio, Charles praticamente se mudou para lá. Depois do trabalho, vinha direto para o apartamento e ficava.
No começo, Jessica queria falar algo. Mas depois de alguns dias, desistiu.
Ele andava tão comportado, até mandava mensagens todo dia dizendo onde estava. Recusar agora parecia injusto.
Talvez valesse a pena dar uma chance de verdade. Talvez eles conseguissem superar os desafios e ficarem juntos.
O mais importante... Dar para Arthur uma família completa.
...
O projeto de design do resort já estava em andamento, e como de costume, Jessica foi ao local conferir o progresso.
Assim que pisou no terreno, alguém correu em pânico. “É sério! Algo desabou! Tem gente machucada!”
A voz aterrorizada ecoou pelo canteiro, parando todo mundo no lugar.
O coração de Jessica afundou. Ela tinha ouvido algo cair quando chegou... Seria um acidente na construção?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....