Jessica se sobressaltou como se tivesse levado um choque, completamente constrangida, lutando para afastar os braços dele. Ele a segurava com tanta força que ela mal conseguia respirar.
“Você não tá bêbado? Então consegue ir pra casa sozinho, não é?”, disparou, irritada. “Pra que me chamar se tá perfeitamente bem? Só pra me provocar?”
Charles, ou não a ouviu, ou fingiu não ouvir. Apenas a apertou ainda mais, como se tivesse medo de que ela desaparecesse se a soltasse.
“Jessica”, murmurou, próximo ao ouvido dela, a voz baixa e envolvente: “De agora em diante, vou te dizer onde estou o tempo todo. Sem mais birra, tá bem?”
Jessica ficou paralisada, pega de surpresa. Ele estava falando sério?
Justo quando seu coração começava a se agitar em meio a sentimentos confusos, uma mulher cambaleou até eles e caiu aos pés do casal, segurando uma garrafa meio vazia. Claramente bêbada, soltou uma risada e disse: “Sr. Hensley, vamos, mais uma dose! Você prometeu, dez mil por copo, lembra? Agora não pode dar pra trás!”
Jessica quase tinha se sentido tocada pelas palavras dele segundos atrás, mas a frase arrastada da mulher apagou qualquer emoção. Sua expressão fechou-se de vez.
Dez mil por um gole? Uau, ele realmente estava esbanjando. Sinceramente, ela mesma não se importaria de receber uma proposta dessas.
Mas antes que a mulher pudesse segurar a barra da calça dele, Charles a empurrou sem um pingo de hesitação e cortou seco: “Sai daqui.” Sua voz era fria e distante. Estava claro que aquele tipo de situação não o interessava nem um pouco.
Saturada pelo cheiro de álcool no ar, Jessica se desvencilhou dos braços dele e se pôs de pé, puxando-o pelo pulso. “Ou você sai comigo agora, ou chama outra pessoa pra te buscar.”
Ele não discutiu. Apenas passou o braço pelos ombros dela e se apoiou.
Jessica rangeu os dentes, controlando a vontade de soltar um palavrão. Sem alternativa melhor, chamou um garçom para ajudar.
Ao saírem da sala, ela reparou uma mulher sentada em um dos sofás, bebendo com alguns homens. Algo nela pareceu estranhamente familiar. Olhou de novo. Maquiagem carregada. Sorriso trêmulo. Então caiu a ficha... Era a Sra. Floyd?
Não era ela a ex de Jim? O que fazia ali, servindo bebida para desconhecidos?
Com ajuda dos funcionários, Jessica conseguiu colocar Charles no banco do passageiro. Prendeu o cinto dele com cuidado.
Ele realmente parecia estar bêbado. Estava largado no assento, olhos fechados, e um leve rubor tingia seu rosto geralmente sério e imponente. Seria só o efeito do álcool?
Naquele momento, ele parecia completamente diferente do homem frio e distante de sempre. A rigidez habitual tinha desaparecido, mas a aura de nobreza tranquila ainda estava ali.
Ao se inclinar para ajustar o cinto, Jessica foi invadida pelo cheiro de álcool e, estranhamente, ainda assim se sentiu atraída. As palavras dele no salão ecoaram na mente.
Que iria mantê-la informada. Que não queria mais que ela ficasse brava com ele.
O local era um caos... Garrafas espalhadas, gente desmaiada pelo chão.
Quanto mais avançava, mais sua testa se franzia. Até que a viu.
Elise estava caída no sofá, depois de ter vomitado. O corpo tremia, o peito subia e descia rapidamente... Ela claramente estava mal demais para se mover.
Um homem ao lado dela segurou seu braço, tentando forçar mais bebida goela abaixo. “Você disse que podia beber o quanto eu quisesse!”, ele ria. “Dez mil a dose, não desperdiça a chance! Bebe logo!”
Ele forçou a boca dela a se abrir e estava prestes a derramar o líquido quando, de repente, uma mão arrancou o copo.
O vidro se espatifou no chão.
O bêbado virou-se, os olhos vermelhos, gritando para Jim: “Quem é você? Acha que pode estragar minha diversão?”
Jim manteve o rosto impassível. Sua voz saiu cortante como gelo: “Cai fora.”
“Ah, quer bancar o herói, é?”, o homem debochou. “Quem tem que cair fora é você! Eu paguei pra essa mulher beber, e ela vai beber! Tenho dinheiro pra gastar!” Ele jogou um maço de notas na mesa para provar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....