A expressão de Matilda mudou no instante em que viu o homem sendo arrastado para perto deles. Ela quase avançou. “Neil!”
Charles a segurou com firmeza, impedindo-a de agir por impulso.
“Tio Simon, hoje é o dia do meu casamento. O que está tentando fazer?” A voz de Matilda estava carregada de fúria, embora ela tentasse manter a compostura, os dentes cerrados.
Simon sorriu friamente. “Tragam ele.”
Neil, imobilizado e visivelmente machucado, foi empurrado para frente. Um dos homens de Simon deu-lhe um chute brutal atrás dos joelhos, fazendo-o cair com força.
O coração de Matilda apertou como se tivesse sido esfaqueado. Ela não queria nada além de sacar uma arma e atirar naquele que o machucara.
O casamento, que deveria ser uma celebração, tinha se tornado sombrio. A atmosfera estava pesada de tensão.
Ver as manchas de sangue nas roupas de Neil fez o peito de Matilda doer. Agora, ao vê-lo ajoelhado diante de todos, a raiva a consumia.
Se Charles não segurasse seu braço, ela teria sacado a arma.
“Tio Simon”, disse ela entre dentes cerrados, os punhos cerrados com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos, desejando eliminar aqueles que feriram Neil. “Por que você levou meu segurança? Foi você quem o espancou assim?”
Simon soltou outra risada baixa e assustadora. “Matilda, este deveria ser o dia mais feliz da sua vida. Eu não deveria estar aqui, trazendo má sorte. Mas sabemos que você não quer esse casamento. O homem que você realmente ama é ele, não é?” Apontou diretamente para Neil, que ainda estava ajoelhado.
A expressão de Matilda mudou, e seus olhos cintilaram com inquietação. Ao redor, sussurros começaram a se espalhar pelos convidados olhares desconfiados e murmúrios silenciosos enchiam a sala.
O rosto dela ficou frio e ela advertiu com voz gelada: “Não fale besteira! Ele é só meu segurança!”
Simon viu através dela. Sabia que ela não teria coragem de admitir a verdade na frente de todos. Afinal, uma herdeira rica apaixonada por um segurança humilde? Isso seria humilhante.
Pior ainda, se o resto da família descobrisse, Neil não viveria até o amanhecer seguinte.
Essa era a verdadeira razão pela qual Matilda nunca ousou tornar público o relacionamento. Não era só vergonha, era questão de sobrevivência.
Os olhos de Simon brilhavam com crueldade. “Negando? Isso só vai partir o coração de Neil. Se ele é apenas um servo que ousa desejar sua patroa, então ele não tem direito de viver.” Fez um gesto para um de seus homens, que lhe entregou uma pistola.
Simon ergueu a arma, apontando diretamente para a cabeça de Neil. Seu olhar mudou para Matilda enquanto ele zombava: “Se esse desgraçado ousou manchá-la, então eu vou ajudá-la a se livrar dele.”
Enquanto isso, Neil mantinha a cabeça baixa, os lábios apertados em silêncio. Nem sequer olhou para Matilda.
Então, silenciosamente, fechou os olhos pronto para o fim.
“Então agora acha que pode lutar comigo pelo patrimônio da família?”
“Só quero o melhor para todos nós”, respondeu Simon com calma. “Esta família não precisa ser destruída pelas mãos de uma mulher.”
“Nos seus sonhos! Enquanto eu estiver viva, não deixarei isso acontecer.” Matilda ergueu-se firme. Aquele era o legado do pai dela, que morreu em circunstâncias suspeitas que ela atribuía a Simon. Jamais permitiria que um homem assim assumisse.
“Então tudo bem. Que ele morra primeiro!” Simon puxou o gatilho.
“Parem!” Uma voz soou calma, mas forte, marcada pela idade.
Todos se viraram para a entrada. Rowena Winslow, mãe de Simon, era ajudada a entrar no salão.
Matilda correu até ela, alarmada. “Vovó, você não devia estar aqui.”
Sua saúde era frágil, por isso a família a tinha pedido para descansar em seu quarto. O plano original era que ela fizesse uma breve aparição durante o banquete do casamento, só para dizer algumas palavras.
Rowena acariciou delicadamente a mão dela, firme e calma. “Não se preocupe, Matilda. Enquanto eu estiver viva, ninguém pode tirar sua herança.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....