Os policiais avançaram rapidamente e imobilizaram Rhea. Ela ficou completamente rígida, ainda em choque, pensando que havia estado a segundos da morte.
Só quando a levaram embora, ela voltou ao normal. Os olhos dela ardiam de raiva enquanto encarava Jessica nos braços de Charles, gritando histérica: “Eu te amaldiçoo, que você nunca morra em paz!”
Rhea continuou amaldiçoando sem parar, até ser arrastada pela polícia. Só então sua voz desapareceu de vez.
Enquanto assistia Rhea ser levada, Jessica permaneceu em silêncio. Nem conseguia descrever o que sentia naquele momento.
Charles olhou para baixo e viu a linha fina de sangue ainda escorrendo do corte no pescoço dela. A expressão dele escureceu. Sem dizer nada, segurou o pulso dela e saiu do prédio em passos largos.
Ele agiu tão de repente e com tanta rapidez que Jessica ficou assustada. “O que houve?”
“O que você acha? Vamos para o hospital!”
No hospital, o médico cuidou cuidadosamente do ferimento no pescoço de Jessica. O corte foi perigosamente perto, se Rhea tivesse feito só um pouco mais de força, teria sido fatal.
Quando saíram do hospital e entraram no carro, Jessica soltou um suspiro longo. “Será que é uma sequência de azar? Por que sempre acabo ferida ultimamente?”
Charles franziu a testa e respondeu sério: “É o universo te dizendo para voltar logo para mim, só eu posso te proteger.”
Jessica inclinou a cabeça para olhar para ele, apertou os lábios. “Não sei o que o universo quer dizer... mas se você não tivesse atirado a tempo, eu teria morrido.” Mais uma vez, ele havia salvado sua vida.
O homem estendeu um braço e a puxou para seus braços, a voz baixa e resoluta. “Sua vida me pertence. Ninguém mais tem o direito de tirá-la.”
As palavras eram dominadoras, mas Jessica não podia negar ela ainda estava viva por causa dele. Mais de uma vez, na verdade.
Encostando-se no peito dele, Jessica soltou outro suspiro pesado. “Então quer dizer que, mesmo que eu quisesse morrer, precisaria da sua permissão primeiro?”
Charles estreitou os olhos escuros levemente. Levantou o queixo dela com o dedo e perguntou: “O que você disse lá no galpão era verdade?”
“O que eu disse?” Ela tinha dito tanta coisa que não sabia exatamente a qual parte ele se referia.
O olhar dele ficou mais intenso. “Você disse... que eu sou o único homem com quem você já esteve.”
“Ah...” Aquela parte era verdade, mas ela não esperava que ele levasse tão a sério.
Piscou. “Isso é tão importante assim? Se eu não fosse sua primeira... você ainda me desejaria?”
As sobrancelhas dele franziram. “Claro que sim! Se eu não fosse seu primeiro... então vou garantir que eu seja seu último.”
Pois é que resposta ousada.
E, mesmo assim... aquelas palavras aqueceram seu coração de um jeito estranho. Sorrindo levemente, ela envolveu os braços no pescoço dele, se inclinou até o ouvido e sussurrou: “Até agora... você é o único homem com quem eu já tive.”
Para ousar conspirar contra a reputação da minha mulher, se não fosse por você insistir que a Justiça cuidasse disso, eu nunca teria me segurado.
Com o caso dela temporariamente resolvido, a vida de Jessica foi voltando ao normal.
...
Na sexta-feira, Charles enviou uma mensagem dizendo que a buscaria no trabalho para ir buscar Arthur na escola.
Na hora da saída, o portão da escola estava lotado de pais esperando os filhos.
O carro de Charles estava estacionado do outro lado da rua, onde não tinha tanta confusão.
Jessica planejava esperar no portão por Arthur, mas Charles disse que estava muito cheio e mandou que ela ficasse onde estava enquanto o motorista o buscava.
Logo, o motorista voltou com Arthur, e ao lado dele, uma menininha, provavelmente colega de classe.
Ao ver as duas crianças caminhando juntas, Jessica não pôde deixar de imaginar um futuro em que seu filho, já crescido, trouxesse a esposa para conhecer a mãe.
“Arthur, quem é essa menininha?”
“Mamãe, essa é a Suzie Rowe, minha colega de carteira. Hoje é aniversário dela, mas os pais dela estão ocupados, então eu quis comemorar com ela. Tá bom?”
Então era aniversário dela, fazia sentido Arthur ter trazido Jessica e Charles juntos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....