Jessica balançou a cabeça. Aquilo era assunto particular do Jim, e bisbilhotar a vida pessoal dos outros não era certo. Decidiu que o melhor era não se envolver.
Mais tarde, à noite, Jessica ainda trabalhava até tarde quando o telefone dela tocou de repente. Ela olhou o identificador era Charles.
O coração dela acelerou.
Por que Charles ligaria tão tarde assim?
Depois que percebeu que ela havia apagado o número dele, ele mesmo salvou o contato de volta no celular dela. Chegou até a dizer que ela deveria atender sempre que ele ligasse. Claramente, não se importava muito com horário.
“Alô?”, ela atendeu.
“É a senhora Scott?”
Surpreendentemente, não era a voz de Charles, mas de seu assistente, Flint.
“Sim.” Jessica ficou confusa. Por que o assistente dele está me ligando?
“Liguei porque o senhor Hensley está doente e pediu que a senhora vá cuidar dele.”
Charles está doente? Por que ele precisava que ela cuidasse dele?
Como antecipando sua dúvida, Flint acrescentou: “O médico disse que a lesão no braço dele não cicatrizou direito e agora ele está com febre.”
Jessica finalmente entendeu. Charles se machucou ao salvá-la do Kent. Já fazia tempo, e ela achava que ele tinha se recuperado, por isso não tinha pensado em perguntar novamente.
“O senhor Hensley disse que foi culpa sua ele ter se machucado, então você tem que assumir a responsabilidade.”
“Tudo bem. Já vou.” Ela suspirou. Honestamente, ele tinha muitas opções se realmente precisasse de alguém para cuidar dele. Mas, claro, tinha que agarrar em cima dela.
Rapidamente juntou suas coisas. Afinal, devia uma para ele.
Depois da ligação, no apartamento de Charles, Flint devolveu o telefone para o homem sentado no sofá.
“O que ela disse?” Charles, vestido com roupas confortáveis de casa, relaxava encostado nas almofadas. Sem sua habitual frieza, parecia estranhamente tranquilo.
“Ela disse que está vindo agora mesmo.” Flint olhou para o chefe claramente, ele tinha feito de tudo para trazer Jessica até ali.
Charles assentiu levemente. “Pode ir agora.”
Flint entendeu a mensagem e saiu rapidamente. Com Jessica a caminho, ele sabia que era melhor não ficar no meio.
Jessica correu até lá e ficou tocando a campainha por um bom tempo até Charles finalmente abrir a porta.
“Você veio”, ele disse, com a voz rouca.
Ele vestia uma camisa simples e folgada, com a gola aberta que deixava o colo à mostra surpreendentemente sexy. O rosto estava pálido. Realmente parecia doente.
“Por que você abriu a porta? Cadê o Flint?”, ela perguntou enquanto trocava de sapato.
Charles voltou para a sala e se jogou no sofá. “Ele foi embora.”
“Foi? Mas você está doente. Como ele pôde te deixar sozinho assim?”
Charles olhou nos olhos dela, mas não disse nada. Esperava que ela entendesse ele não queria Flint ali como um terceiro.
O apartamento frio e solitário ficou mais aconchegante com a presença dela. Charles se reclinou no sofá, observando em silêncio os movimentos dela.
Logo voltou com um copo de água e uma xícara de chá e colocou na mesa à frente dele. “Ainda está quente. Deixa esfriar um pouco antes de beber.”
“Mm.” O homem estava quieto naquela noite, mas o jeito como olhava para ela era intenso.
O olhar dele deixou Jessica sem jeito. Ela tocou a testa dele de novo. “Não está tão quente, mas a gente devia medir a febre para ter certeza.”
Procurou um termômetro, mas depois de vasculhar todo o kit de remédios, não achou.
“Que estranho. Cadê?”
Olhou para ele. “Você já mediu antes?”
Charles ficou em silêncio alguns segundos antes de abrir os lábios finos. “O Felix mediu pra mim.”
Jessica entendeu. Como Felix sempre levava um kit médico nas visitas, era natural usar o próprio termômetro para medir.
“Ainda bem que tem um termômetro antigo aqui.” Ela puxou um de mercúrio.
Os olhos dele brilharam. Por trás das costas, ele havia escondido o digital que ela procurava.
Jessica entregou o termômetro e pediu que ele colocasse embaixo do braço.
Enquanto esperavam, ele disse de repente: “Estou com fome.”
“O que você quer comer?”, ela perguntou cautelosa. Será que ele espera que eu cozinhe tão tarde?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....