O silêncio no escritório ficou pesado após os comentários da Sra. Pearl, especialmente para Charles e Arthur.
Jessica sentiu o coração acelerar ao ouvi-la. Desde o primeiro encontro com Charles, não conseguia tirar da cabeça a semelhança entre ele e seu filho. Tinha suspeitas, mas hesitava em explorá-las.
Com um sorriso suave, ela quebrou a tensão: “Sra. Pearl, talvez tenha sido só um mal-entendido entre colegas. Melhor não criar mais confusão.”
A professora, que conhecia as travessuras das crianças, tranquilizou: “Só queria que os pais ficassem cientes e ajudassem a resolver tudo numa boa.”
Ela então falou firme para Liam: “Agora que o pai do Arthur está aqui, não pode mais dizer que ele não tem pai, entendido?”
Liam concordou relutante, a voz baixa: “Entendi.”
“Peçam desculpas um para o outro e tentem ser bons colegas de turma a partir de agora”, instruiu a professora.
Mas Arthur respondeu inesperadamente: “Não posso perdoar o que ele disse, nem aceitar o pedido de desculpas. Mas como eu também bati nele, vamos dizer que está tudo certo.”
Ou seja, ele não queria pedir desculpas nem perdoar.
Liam, claramente irritado, resmungou: “E daí se você tem pai? Todo mundo tem um.” E virou-se de costas, desafiador.
Arthur imitou o gesto com um bufar pesado, os dois meninos teimosos evitando se olhar.
Os adultos assistiam à disputa, balançando a cabeça e sorrindo diante da teimosia infantil.
Jessica então levou o filho para casa, acompanhada por Charles.
Ao chegarem ao prédio, ela educadamente o convidou para subir e beber um copo d’água. Surpreendentemente, ele aceitou e os seguiu para dentro.
Com o pé machucado dificultando seus movimentos, Charles e Arthur a apoiaram de cada lado, provocando uma sensação estranha em Jessica.
Já dentro, o espaço, normalmente confortável, parecia menor diante da presença imponente de Charles.
Sentindo-se um pouco envergonhada por receber um CEO tão distinto em seu lar simples, Jessica ofereceu nervosa: “Sr. Hensley, por favor, sente-se”, apontando para o sofá.
Voltando-se para o filho, disse: “Sirva um copo de água para o Charles.”
Antes, Arthur não gostava muito de Charles, mas depois da ajuda hoje, mudou de ideia e decidiu servi-lo.
“Mamãe, sente aí que eu também vou te trazer água”, ofereceu o menino, sempre atencioso.
Jessica ficou aliviada ao vê-lo confortável, sem mostrar nenhum sinal de desprezo.
Logo o pequeno voltou com dois copos, entregando um para Charles, acompanhado de um comentário: “Você parecia muito arrogante antes, mas obrigado por me ajudar hoje. Vamos ser amigos daqui pra frente.”
Depois, deu um tapinha sério no ombro de Charles, imitando o jeito dos adultos.
Jessica quase engasgou com a sinceridade do filho.
“De nada. Você se machucou por minha causa também, não foi?”, respondeu ele suavemente.
Jessica desviou o olhar, seus pensamentos estavam acelerados. Ele estava ali, tomando água não deveria ir embora logo?
Não queria parecer impaciente, mas a presença dele sempre despertava um desconforto estranho.
De repente, Charles perguntou: “Onde está o pai da criança?”
Pega de surpresa, Jessica segurou firme a borda do sofá, sem saber o que dizer.
“Vi no seu currículo que você é solteira. Então quer dizer que teve um filho fora do casamento?” Os olhos dele se estreitaram enquanto a encarava.
Respirando fundo, ela respondeu devagar: “Sim, tive. Meu filho não tem pai.”
Charles continuou a olhar fixamente, a voz firme e imponente: “Como você pode ter um filho sem pai?”
Ele fez uma pausa, o olhar penetrante, e acrescentou: “Não é o Hugh, né?”
Jessica reagiu rápido, franzindo as sobrancelhas e negando: “Claro que não!”
Os olhos deles se encontraram, e na expressão dele, Jessica viu suspeita será que ele realmente achava que Arthur era filho do Hugh?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....