A mão de Jessica tremia enquanto ela encarava a tela do celular. Aquela foto, tão íntima, tão crua, queimava em seus olhos. O peito parecia vazio, como se algo tivesse sido arrancado dali. Por que ela se sentia assim?
Seria possível que ela tivesse se apaixonado por Charles sem perceber?
Não. Absolutamente não. Era a única coisa que não podia permitir.
Mas e ele?
Se ele realmente ia se casar com Mavis, por que havia cruzado a linha com ela tantas vezes? Por que a beijou não uma, mas várias vezes?
A lembrança de cada toque prolongado, cada beijo roubado, fazia sua cabeça doer.
Furiosa, ela apagou a foto e jogou o celular de lado. Não queria ver aquilo de novo, nem pensar em quem ele estava ou no que estavam fazendo.
Se ele ia mesmo se casar com Mavis, isso não deveria ser uma boa notícia para ela?
Respirando fundo várias vezes, tentou afastar a imagem da mente e se levantou para tomar banho.
Mas naquela noite, mesmo com o filho ao seu lado, não conseguiu dormir.
Ela fitava o rosto de Arthur, sua pequena cópia do Charles, e só sentia a dor aumentar. Os pensamentos giravam, atormentavam. Aquela foto... aquela cama... era o quarto de Charles na mansão Hensley.
O evento anterior aconteceu num hotel, mas dessa vez foi numa mansão. Se eles não fossem casar depois disso, ela comia seu próprio sapato.
Ainda assim, não conseguia parar de imaginar como eles seriam juntos, enrolados naquela cama. Devia estar perdendo a cabeça.
Jessica puxou o cobertor sobre a cabeça e sussurrou para si mesma. Para de pensar. Para de uma vez.
Na manhã seguinte, parecia um desastre, com olheiras profundas. Até Arthur percebeu. “Mamãe, ficou acordada fazendo alguma coisa errada? Tá com olheiras de panda”, disse, piscando para ela.
Culpando a noite ruim, ela estava inquieta. Jessica cutucou a testa dele de brincadeira e respondeu: “Acordei cedo pra fazer seu café da manhã. Que coisa errada acha que eu fiz?”
Arthur coçou a testa inocente e fez bico. “Bem, acordar cedo e fazer café não costuma dar olheiras de panda.”
“Tá bom, eu não dormi direito, está bem?”, ela admitiu, exausta demais para fingir o contrário.
Arthur inclinou a cabeça, pensativo. “Mas eu dormi do seu lado. Por que não conseguiu dormir? Espera... você estava com saudade do papai?” Ele não tinha visto Charles nem uma vez na noite anterior e sabia juntar dois com dois.
O olhar de Jessica vacilou, e ela respondeu na lata: “Quem sente saudade dele? Tomara que ele nunca mais apareça!” E deu até um resmungo irritado para reforçar.
Arthur claramente percebeu que algo estava errado. Enlaçou os bracinhos nela e consolou: “Não se preocupa, mamãe. Vou espionar o papai na casa do vovô. Não vou deixar ele casar com outra mulher.”
Jessica ficou atordoada. Ele já tinha dormido com outra mulher. Casamento era questão de tempo. O que poderiam fazer para impedir?
“Tá bom, chega disso”, disse rápido. “Vai escovar os dentes e lavar o rosto. Depois do café, vamos visitar sua madrinha.”
A desconfiança só aumentou.
“Sr. Nielsen, deve gostar bastante da Selene para estar aqui tão cedo”, disse Jessica casualmente, olhando para Jim.
“Eu estava de folga essa manhã. Pensei em passar para ver como ela estava”, respondeu Jim, o olhar escuro demorando um pouco nela.
“Já pensou mais sobre entrar na minha empresa?”, perguntou, em seguida.
Jessica ficou em silêncio, depois balançou a cabeça. “Desculpa, não posso aceitar a oferta.”
A verdade era que ela estava tentada. Mas a empresa dele ficava longe demais, e ela não podia ficar longe de Arthur tanto tempo.
“Vamos, Jessica”, Selene insistiu para que ela aceitasse. “Você não trabalha mais na Vertex, e ainda não achou outro emprego. Não é todo dia que aparece uma oportunidade dessas no colo, por que recusar?”
“Tem muitas empresas por aí”, respondeu Jessica, sem querer se explicar. “Vou continuar procurando.”
Jim não pressionou. Como sempre, manteve a educação e compostura, respeitando a decisão dela sem insistir.
Mais tarde, Arthur quis sair para brincar. Como Selene ainda estava se recuperando e não podia se mexer muito, ela pediu que Jim acompanhasse Jessica e Arthur até um parque de diversões próximo.
Jessica hesitou, não queria incomodá-lo. Mas ele, cavalheiro como sempre, insistiu em fazer o papel de acompanhante pessoal deles. Até se ofereceu para dirigir e levá-los ao maior parque temático da cidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....