Ela não olhou para trás. Apenas avançou com ímpeto através das ondas.
Avistou uma lancha à frente. Precisava subir nela. Se continuasse nadando, acabaria morrendo ali mesmo.
Alcançou a embarcação e subiu a bordo sem pensar duas vezes.
Mas os que a perseguiam aproximavam-se rapidamente. No instante em que ela escalou, outra figura içou-se pela lateral. Ela finalmente se virou — e, maldito fosse, era Albus.
Maldito seja. Como um fantasma que se recusa a partir.
Ela desferiu um chute forte, com o objetivo de lançá-lo de volta ao mar, mas ele foi ágil. Esquivou-se do golpe e avançou dois passos, encurtando a distância num piscar de olhos.
O rosto atraente de Albus estava gélido; sua mão apertou o ombro dela com firmeza.
Kendra reagiu por instinto, tentando se soltar. Eles lutaram no convés — e então ambos caíram direto na água.
Albus travou os braços ao redor dela e não a soltou. Mesmo no mar, ele a mantinha presa.
Na água, Kendra rosnou, furiosa: “Albus! Você nunca vai desistir?”
“Volte comigo”, disse ele secamente, ainda sem libertá-la.
Kendra o empurrou, fazendo a água espirrar para todos os lados. Ambos tinham a água escorrendo pelo rosto. “Você é doente. Suma da minha frente!”
Antes, Albus teria vigor para deixá-la esgotar suas energias. Agora, sentia sua força se esvaindo.
Ele apenas a segurou com força, impedindo sua fuga, o queixo apoiado no ombro dela, a respiração irregular. “Tudo bem, me chame de doente. Só não vá embora. Agora não.”
Kendra não conseguia se libertar e a raiva ferveu. “Prefiro afundar até o fundo do mar a deixar você me levar de volta!”
“Continue assim e eu vou acabar perdendo o controle”, murmurou Albus, mal conseguindo se manter consciente.
“Eu é que deveria estar furiosa!” Como ele ousava?
Kendra recusava-se a ceder, debatendo-se com ainda mais força.
Os olhos de Albus escureceram. Ele a nocauteou — de forma limpa e rápida.
No momento em que ela ficou inerte em seus braços, sua própria resistência falhou. Uma tontura avassaladora o atingiu.
Por sorte, seus homens os alcançaram naquele momento e içaram ambos para a lancha.
Levaram os dois às pressas de volta à costa.
Ele ordenou que carregassem Kendra para um quarto e chamou uma criada para trocar suas roupas por trajes secos.
Ele ficou ali, observando-a deitada calmamente na cama — e então desmoronou.
“Senhor!” Seu braço direito saltou para ampará-lo. Vendo quão pálido ele estava, gritou por água e remédios.
Mas mesmo após tomá-los, a enfermidade não pôde ser contida. Ele desmaiou.
Diante disso, a fúria contida de Clarice finalmente explodiu. “Suplicar não vai adiantar! Ele desistiu de si mesmo. Se ele não quer viver, ninguém pode salvá-lo!”
Os homens se entreolharam — continuar implorando parecia inútil; parar de implorar significava que o patrão poderia não resistir.
Clarice respirou fundo. “Tudo o que posso fazer agora é aplicar a acupuntura para que ele retome a consciência mais rápido.”
“Por favor — obrigado.”
...
Kendra dormiu durante toda a noite antes de despertar.
Abriu os olhos e viu que estava de volta àquele quarto. Sentou-se num solavanco.
Maldito seja — Albus a arrastou de volta.
Ela chutou o cobertor e saltou da cama. Sua cabeça ainda girava, mas ela não se importava. Saiu intempestivamente em direção à porta.
No corredor, os homens viram-na sair furiosa e exclamaram: “Sra. Nielsen, a senhora acordou—”
“Que monte de bobagens! Eu não sou a sua ‘Sra. Nielsen’!” Ela detestava aquele título. Agarrou o homem mais próximo pelo colarinho e disparou: “Onde está o Albus? Onde ele está?”
“O patrão...” O homem baixou a cabeça, hesitando.
Kendra não esperou para ouvir. Presumindo que Albus estivesse lá fora, avançou decidida para encontrá-lo. “Albus, traga o seu traseiro até aqui agora mesmo!”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....