Só agora o pequeno Tyler percebeu que Penelope não era a filha biológica da mamãe.
Absorvendo tudo aquilo de uma vez, ele não conseguia manter a calma.
Ele se virou para voltar para dentro, e Jessica subitamente o chamou: “Tyler, onde você vai?”
“Quero ficar sozinho.” Ele soltou a frase e seguiu a passos largos.
Jessica não o perseguiu. Ela sabia que ele precisava de tempo para processar tudo.
“Tyler…” Penelope começou a ir atrás dele, achando que o que ela dissera o havia chateado.
Mas Jessica a segurou. “Deixe-o em paz. Ele vai entender.” Ela simplesmente sabia.
Jessica olhou para Albus, seu tom de voz frio como gelo. “Está feliz agora? Mesmo que você tenha contado tudo isso, ele não irá com você.” Caso contrário, o menino não teria dado meia-volta e entrado.
“Eu nunca planejei levá-lo embora. Só queria que ele soubesse a verdade, para que não continuasse vivendo no escuro.”
“Ele precisa da verdade, e eu teria contado a ele — no momento certo. Não como você, despejando tudo sem nenhum aviso.”
Ele não se importava se a criança conseguiria lidar com aquilo.
Albus bufou. “E quando seria esse ‘momento certo’? Se eu não tivesse falado, você nunca contaria.”
Jessica realmente não havia decidido quando revelar a verdade. Ela até pensara que talvez fosse melhor deixar como estava, não dizer a ele que era sua mãe biológica.
“Você só se sente tranquilo se ele souber o quão problemáticos são os pais dele?” Jessica não queria que o filho pensasse que seus pais eram inimigos declarados.
“Não é isso que eu quero. Pare de colocar todos os pecados na minha conta.” Albus fez uma pausa e acrescentou: “Você deveria me agradecer por contar a verdade.”
Jessica retrucou entre dentes: “Certo. Obrigada. Agora suma daqui.” Ela pegou a mão da filha, virou-se e entrou. A porta se fechou. Ela não lhe dedicou um segundo olhar.
Aquele homem era exasperante.
Albus não se moveu. Ele se apoiou no carro e observou-a fechar a porta… Quando a silhueta dela desapareceu, ele finalmente não aguentou — cobriu a boca e tossiu. Um gosto metálico e denso inundou sua garganta.
Ele abriu a porta do carro com força e afundou no banco. Sua voz saiu baixa e rouca ao dizer ao motorista: “Vá para casa.”
Ele sabia que seu corpo estava falhando rapidamente. Não era de admirar que Leia quisesse levá-lo à sua antiga universidade para ver seu professor. Se até ela estava tendo dificuldades com o caso, não havia muita esperança.
Ele soltou um sorriso amargo e sem vida. Karma.
…
Naquela noite, Jessica bateu à porta do quarto do filho. “Tyler, você não jantou. Fiz macarrão com costelinhas ao barbecue para você. Abra a porta.”
Ela esperou. Sem resposta. Tentou novamente. “Mesmo que esteja bravo comigo, você não pode pular as refeições. Passar fome é uma atitude tola.”
Ainda sem resposta. Ela estava preocupada, mas não podia pressioná-lo.
“Tudo bem, vou deixar o macarrão na porta. Quando sentir fome, abra e leve para dentro.” Ela se inclinou para colocar a tigela no chão e, naquele exato momento, a porta firmemente fechada se abriu.
Seu coração saltou. Ela olhou para cima. “Tyler…”
O pequeno Tyler estava parado no vão da porta, com o rosto frio e os olhos cintilantes de determinação. “Estou com fome agora.”
Jessica sorriu. “Perfeito. Ainda estão quentes. Eu… vou levá-los para dentro.”
O pequeno Tyler não a impediu. Ela levou o macarrão até a escrivaninha lá dentro.
“Venha se sentar e comer. Penelope já comeu uma tigela. Ela disse que as costelinhas estão realmente deliciosas.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....