Aquela simples frase seria suficiente para fazer qualquer um perder a cabeça. Kendra soltou uma risada fria e carregada de escárnio. "E então... eu deveria te agradecer por finalmente decidir que sou boa o suficiente?"
Ele apertou o queixo dela e se aproximou, com a voz baixa e rouca. "Você é minha mulher. Minha esposa. Quando se trata disso, eu só sinto algo por você."
O estômago de Kendra revirou. Ele a deixava enojada.
Ela virou o rosto, esquivando-se da mão dele, com um sorriso gélido ainda nos lábios. "Se esse é o seu ângulo, quer dizer que você está ficando excitado só de olhar para mim agora?"
O olhar dele escureceu, tom sobre tom. A curva de seus lábios finos inclinou-se de forma perversa. "Então... você quer isso agora?" Seus dedos longos roçaram a bochecha dela, sua voz um sussurro contra o ouvido. "Se você quiser, eu te darei."
"Eu preferiria qualquer um, menos você, seu homem imundo e repugnante!" Kendra não queria continuar trocando farpas. Ela ergueu a perna para chutá-lo para longe.
Ele foi mais rápido. Seu porte alto avançou, prensando-a contra a parede.
"Me solta! Albus, você está querendo morrer?" Naquele momento, ela desejou ter uma arma para atirar nele ali mesmo.
Ele envolveu a cintura dela com os braços, enterrou o rosto na curva do pescoço e respirou fundo com os olhos fechados, como se aquele perfume suave na pele dela pudesse resgatá-lo do abismo. Era o cheiro dela — o perfume de que ele tanto sentira falta.
Aquele aroma finalmente deu ao seu coração errante um lugar para atracar.
Ele estava exausto até os ossos. Esperar por ela todos esses anos o deixara desesperançado mais de uma vez.
Kendra tremia de raiva. O que ele pensava que ela era?
A imagem dele enredado na cama com outra mulher reluziu em sua mente, e o nojo rastejou por toda a sua pele.
"Albus, vou dizer de novo. Me solta!" Sua voz era baixa e afiada como uma lâmina de raiva.
Ele agiu como se não tivesse ouvido, apenas continuou segurando-a.
Ela não conseguia quebrar o abraço dele e estava prestes a gritar por socorro quando passos ecoaram na porta — e então a voz de seu filho: "Solte ela!"
Arthur avançou e empurrou o pai para longe dela. Ele lançou um olhar furioso e se posicionou na frente da mamãe como um pequeno cão de guarda. Furioso, ele disparou: "Não se atreva a intimidar a minha mamãe!"
"É, não intimida a nossa mamãe!" Little Cupcake também saiu correndo e deu um empurrão nele para reforçar.
Albus olhou para baixo, para as duas crianças que surgiram do nada, com o rosto obscurecido pelo desagrado. Eles tinham arruinado seu momento a sós com Kendra.
Esqueça a menina. Seu filho estava claramente do lado de Kendra, como se apenas a reconhecesse como mamãe.
Arthur virou a cabeça e assentiu, firme. "Sim. Eu tenho a mamãe, isso é o suficiente. Eu não preciso de você." Ele colocou amargura em cada palavra.
Poderia se pensar que Albus ficaria magoado ou pelo menos tentaria persuadi-lo. Em vez disso, ele deu um leve aceno com a cabeça. "Justo. Você ficou sem o amor de uma mãe por tempo demais. Ela deve compensar isso. De agora em diante, se você for morar com ela, porte-se como um homem. Não cause problemas para ela."
Arthur rebateu, afiado: "Não tente me ensinar."
"Se eu não ensinar, como você saberia? Não a deixe triste. Ela não é apenas sua mamãe. Ela é a minha mulher." Na mente de Albus, Kendra importava mais do que o próprio filho.
"O que você acabou de dizer?" Arthur semicerrou os olhos para os dois. Ele mal tinha reconhecido a mamãe — quando foi que ela se tornou a mulher dele?
"Albus, pare de falar bobagens! Eu não tenho nada a ver com você!" Kendra disparou, com os olhos alertando-o para calar a boca.
"Exatamente! Minha mamãe é minha mamãe. Ela não tem nada a ver com você! Você é um idiota. A irmã Ruby te deu um fora, e agora você quer mexer com a minha mamãe?" Little Cupcake espumava de raiva.
Albus deu um olhar indiferente para a menina, sem levá-la a sério, e então soltou uma risada suave. "Eu nunca quis a irmã Ruby. Nunca fui atrás dela. Então, o que haveria para ela recusar? Escutem bem. A mamãe de vocês é a única mulher que eu quero. Ela era antes, e será depois."
Little Cupcake olhou para a mamãe, confusa. "Você já conhecia o tio malvado antes?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....