“Que se dane. Você só se preocupou consigo mesmo. De agora em diante, Arthur vai agir como se não tivesse um papai como você.” Ela tomou a decisão pelo filho — ele não precisava de um pai daquele tipo.
O rosto de Leng Qianqian permanecia gélido enquanto ela saía a passos largos, a raiva latejando em seu peito.
Aquele maldito Albus.
O filho dela estava doente e, em vez de visitá-lo, ele ficava em casa se divertindo com uma mulher.
Albus nem sequer conseguiu dizer uma palavra antes que Leng Qianqian o atacasse — e então decidisse pelo filho que ele não queria aquele tipo de papai.
Kendra parecia atordoada.
Ela sabia que Albus tinha uma esposa que estava desaparecida há muito tempo. Não esperava conhecê-la hoje.
Leng Qianqian lhe pareceu fria e perspicaz. O cabelo curto e bem cortado não escondia sua aparência marcante — uma beleza absoluta.
Não era de admirar que Albus tivesse procurado por tanto tempo e se recusado a desistir.
“Quer que eu vá explicar?” Kendra perguntou.
Albus olhou para ela. “Explicar o quê? Dizer a ela que você estava fazendo acupuntura em mim?” Ele deu um sorriso irônico e desamparado. “Ela não vai acreditar.”
“Então você vai deixar que ela pense que há algo acontecendo entre nós?” Kendra não queria ser confundida com uma destruidora de lares em um relacionamento que nem existia.
“Estamos limpos. De que você tem medo?” Albus rebateu com uma leve risada.
Kendra refletiu sobre o assunto. “Justo.”
Leng Qianqian veio e foi num piscar de olhos. Ela acelerou de volta para o hospital, com a mente presa no que acabara de ver.
Ela amaldiçoou Albus mil vezes em sua cabeça. A raiva simplesmente não se apagava.
Apenas seu filho era quem ela lamentava. Ele ainda esperava que seu papai aparecesse no hospital.
Arthur ficou no hospital por dois dias. Assim que tiveram certeza de que a febre não voltaria, Leng Qianqian cuidou da alta e o levou para casa.
No carro, no caminho de volta, Arthur finalmente perguntou: “Mamãe, o papai sabe que eu fiquei doente e tive que ficar no hospital?”
O sorriso de Leng Qianqian vacilou. Encontrando os olhos esperançosos do filho, ela hesitou por alguns segundos e disse: “Ele sabe.”
Ela não diria uma única palavra gentil por Albus. Ele não era um bom homem e não era bom para o filho.
Deixar que o filho perdesse a esperança nele não era algo ruim.
“No seu segundo dia lá, eu liguei para o seu papai e disse que você estava doente. Pedi que ele viesse, mas ele disse... que estava ocupado e não tinha tempo para visitar.”
Pensando em Albus ocupado em casa fazendo aquilo com uma mulher, sua raiva se acendeu novamente.
Mesmo que ele tivesse se preparado para isso, o brilho nos olhos de Arthur se apagou.
Penelope apertou a mão dele, confortando-o. “Arthur, apenas ignore esse suposto papai. Ele nunca se importa. Agora você tem a mim e à mamãe. Você pode descartá-lo totalmente.”
“Se você quer viver, me escute. Venha comigo. Vou preparar tudo”, disse Kendra, pronta para agir agora.
“Ter uma médica tão responsável quanto você é sorte minha. Obrigado por se empenhar tanto. Mas se eu vou ou não — a decisão é minha.”
Kendra não ia desistir, mas deixou o assunto de lado por enquanto.
“Descanse primeiro. Conversamos depois.” Ela era médica dele há tempo suficiente para conhecer seu temperamento.
Ela se levantou, ajeitou o cobertor sobre ele, então se virou e saiu do quarto.
No segundo em que ouviu a porta fechar, ele se sentou. Depois de dormir tanto tempo, ele não conseguia mais dormir.
Ele balançou as pernas para fora da cama. Quando se levantou, quase perdeu o equilíbrio, apoiando uma mão grande no criado-mudo para não cair de cara no chão.
Ele não esperava que seu corpo estivesse tão destruído.
Seu tempo estava se esgotando.
Ele foi até o armário e escolheu algo decente para vestir.
Assim que se vestiu, dirigiu-se direto para a porta.
Bryan o viu descendo as escadas e correu até ele. “Senhor, o senhor está com fome? Diga-me o que deseja e eu mandarei fazer. Não precisa descer pessoalmente.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....