Naquela noite, eles só puderam permanecer em vigília no hospital ao lado de Arthur.
Na metade da infusão intravenosa, a febre dele finalmente começou a ceder.
Jessie soltou um suspiro longo e trêmulo.
Ao ver Penelope cochilando, ela disse à Sra. Rice: "Fique com ela e deixe-a dormir. Eu vigiarei Arthur."
A Sra. Rice assentiu, levantou Penelope e a acomodou na pequena cama de acompanhante ali perto.
Jessie vinha se desgastando com horas extras ultimamente e estava exausta, mas o sono não a alcançava.
Ela olhava para o filho sem piscar. Todos aqueles anos longe dele haviam deixado um peso de culpa que ela não conseguia sacudir.
Agora que ele estava de volta para ela, ela não podia continuar dedicando tudo de si ao Grupo Hensley. Precisava dar a ele mais do seu tempo.
Especialmente com sua constituição frágil — ela tinha que cuidar dele até que recuperasse a saúde plena.
"Papai..."
Os pensamentos de Jessie foram interrompidos. Ela franziu a testa. Ele tinha acabado de chamar pelo pai?
"Papai... por que você não vem me ver..."
Desta vez ela ouviu claramente. Ele ainda estava inconsciente, mas seu coração clamava pelo pai.
Aquilo doeu como o inferno, embora ela compreendesse. Ele havia crescido com o Sr. Hensley.
Não importava quão mal o Sr. Hensley o tratasse, ele ainda era seu pai.
O Sr. Hensley realmente tinha ido longe demais. O menino estava com ela agora, e o homem não havia sequer mostrado o rosto uma única vez.
"Papai, você não me quer..."
Mais falas durante o sono. Aquilo apertou ainda mais o coração de Jessie.
Maldito Sr. Hensley.
Pelo visto, ela teria que arrastá-lo para o hospital de qualquer maneira.
...
O Sr. Hensley estava estranhamente bem-comportado hoje — na verdade, seguindo o que Jessie lhe dissera: esquecer o trabalho e ficar em casa para se recuperar.
Pela manhã, ele se sentou na sala de jantar com um jornal, pronto para o café da manhã.
Kendra desceu as escadas.
"Você acordou cedo", disse Kendra, aproximando-se.
"Com você cuidando de mim, fico desperto", disse o Sr. Hensley.
Kendra segurou o pulso dele, verificando a pulsação por hábito.
Após um momento, ela soltou. "Ainda não está bom. Preciso fazer acupuntura novamente hoje."
O Sr. Hensley suspirou, fingindo-se indefeso. "Se eu passar um dia sem as suas agulhas, você fica rabugenta."
Kendra sentou-se à frente dele. "Você trouxe isso para si mesmo."
Bryan aproximou-se com um telefone. "Sr. Hensley, a Sra. Hensley quer dar uma palavra."
O Sr. Hensley piscou, surpreso. Jessie estava ligando para ele?
Ele terminou seu leite e se levantou, dizendo a Bryan: "Pegue o carro. Estou saindo."
Kendra olhou para cima. "Onde você vai? Ver sua esposa?"
"Meu filho está doente. Ele está no hospital esperando."
"Você não tem condições de sair", alertou Kendra.
"Não importa. Se eu não for, a mamãe dele vai me atacar por não me importar."
Kendra notou a mudança no tom dele — ele queria sair.
Ela queria impedi-lo, mas não tinha uma boa razão. Bloqueá-lo de ver o filho doente a tornaria a vilã.
O Sr. Hensley virou-se para sair, e uma onda de tontura o atingiu violentamente. Ele segurou a mesa bem a tempo.
"Senhor..." Bryan o amparou, alarmado.
Kendra moveu-se em direção a ele — então, de repente, o Sr. Hensley cuspiu uma lufada de sangue.
Ela largou o café da manhã com força e correu para o lado dele. Um olhar para o sangue espesso e enegrecido, e seu rosto gelou.
"Levem-no para cima. Preciso fazer acupuntura agora!"
"Eu vou ao hospital..." Mesmo assim, o Sr. Hensley queria sair — para ver o filho e Jessie.
"Tente continuar vivo primeiro!" Kendra não ia deixá-lo passar por aquela porta.
Bryan e as empregadas ajudaram o Sr. Hensley a voltar para o quarto. Assim que ele se deitou, perdeu os sentidos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....