Ela subiu diretamente para o escritório do CEO. O mesmo silêncio sepulcral de sempre.
Com uma postura fria e composta, ela e seu assistente entraram — aquele escritório que outrora pertencera à sua família.
Na época em que ainda era a Srta. Truman, seu pai comandava o grupo. Ela costumava passar por ali o tempo todo, às vezes sem motivo algum.
Ela chegara a dizer ao pai que, um dia, gostaria de ajudá-lo a gerir a empresa.
O patriarca, com o coração amolecido pela ideia de sua filha carregar o peso de uma corporação gigante, planejava encontrar para ela um marido que soubesse administrá-la, para que ela não precisasse se desgastar.
Quem poderia imaginar que — antes que ela encontrasse esse homem, antes que pudesse assumir as rédeas das mãos do pai — tudo seria arrancado por aquele bastardo sem coração, Albus.
O escritório não era mais o mesmo. Depois que Albus assumiu, tornou-se dele. O estilo sombrio e introspectivo combinava com ele até demais.
Ver o que antes era dela agora marcado com a identidade dele? Sim, aquilo ardia.
O enorme escritório não mostrava sinais de Albus. Ela franziu a testa. Tinham marcado uma reunião. Onde diabos ele estava?
“Albus?”, chamou ela.
Silêncio. Nem mesmo uma secretária por perto. Não era possível que o lugar dele estivesse tão deserto, era?
“Albus, onde você está? Pare de palhaçada!” Ela avançou para o interior da sala, procurando por ele.
Assim que chegou à antessala de descanso, percebeu um movimento lá dentro. Aproximou-se e perguntou através da porta: “Albus, você está aí?”
Um clique. A porta se abriu de supetão. Ela pensou que ele sairia, mas, em vez disso, uma mão disparou para fora e a puxou para dentro.
Bang. A porta bateu atrás dela.
Um solavanco percorreu seu corpo. Ela fez menção de revidar, mas ele foi mais rápido, torcendo seu pulso e prendendo seus braços atrás das costas.
A estrutura sólida do corpo dele a encurralou. Por um momento, ela não conseguiu se mexer.
Pior — ele estava com o peito nu.
Nesta distância, a água escorrendo pelo peito dele vinha diretamente de seu cabelo úmido.
Ele tinha acabado de tomar banho ali?
“É pleno dia. Por que diabos você está tomando banho agora?”, ela disparou, lutando contra o aperto dele.
“Solte-me!”
Albus não a soltou. Teve até a audácia de dizer: “Para te receber. Tinha que garantir que eu estivesse bem limpo.”
Ela lançou-lhe um olhar como se ele estivesse louco. Ela veio para falar de negócios. Ele não precisava de um banho para isso.
“Tire as mãos de mim”, murmurou ela, debatendo-se novamente.
O ar congelou.
Ela olhou para baixo, atordoada por um instante, e então apertou os olhos com força.
Droga. Foi demais.
“Você fez isso de propósito!”, a raiva se misturou ao embaraço, o calor subindo por suas bochechas.
Albus sorriu, fingindo inocência. “Você derrubou minha toalha. Como a culpa é minha?”
“Vista suas roupas. Agora.” Ela manteve os olhos fechados, mas sua mente repassava o que acabara de ver, sem ser convidada.
Ele riu baixo. “Por que tanta timidez? Somos casados. Temos até um filho. Você já viu meu corpo antes.”
Ela não abriu os olhos. Não tinha ideia se ele estava vestido. Ela só queria ar.
“Corte as bobagens. Não estou interessada no seu corpo nu. Se você não se vestir, terminamos aqui.”
Casados? Isso era história antiga.
“Estou vestido.”
Ela abriu os olhos frestados, cautelosa. Ele tinha colocado as calças, pelo menos. Camisa? Ainda não.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....