Kendra saiu do carro da frente, fria como o aço, e acenou para os dois pequenos. “Venham aqui. Vou levar vocês para casa.”
“Mamãe...” No instante em que viu a mãe, Penelope disparou como um foguete.
Tyler não se apressou. Ele caminhou em seu passo firme e habitual, com o rostinho sério. Aquele era o seu jeito.
Kendra se agachou para amparar a filha, com um sorriso curvando os lábios. “Como foram esses últimos dias? Alguém machucou você?”
“Com o Tyler por perto, ninguém se atreve a me intimidar. Nem o Papai Idiota dele pode encostar em mim.” Penelope sentia-se totalmente segura com Tyler guardando suas costas.
Kendra apertou gentilmente as bochechas da filha. A pequena parecia ótima — claramente não havia sido maltratada.
Ainda bem que Isaiah não tinha encostado um dedo na sua menina. Se tivesse, ela não deixaria passar em branco.
Ela olhou para Tyler enquanto ele se aproximava e perguntou, com muita seriedade: “Você virá conosco?”
Tyler encontrou os olhos dela — suaves e calorosos, do tipo que apenas uma mamãe possui — e, quase sem pensar, assentiu. “Sim.”
“De agora em diante, você viverá comigo e com a Penelope.” Kendra havia voltado por um motivo acima de tudo: trazer o filho para casa.
Mesmo que, por enquanto, ele apenas a reconhecesse como mamãe e não soubesse que ela era sua mãe biológica, estava tudo bem.
Ela até pensou que, contanto que ele a chamasse de mamãe, se ele sabia da sua verdadeira identidade ou não, não importava — ela precisava pensar nos sentimentos de Penelope também.
Desta vez, Tyler não hesitou. Ele assentiu. “Está bem.”
Se Isaiah estivesse ali, teria tido um acesso de fúria. O filho que ele havia criado com tanto esmero o estava descartando daquela maneira.
“Jovem mestre, o senhor não pode ir!” O mordomo da casa saiu com os guarda-costas e os cercou.
“Jovem mestre, isso é fugir de casa. O patrão não vai permitir!” O mordomo estava apavorado com a possibilidade de levar a culpa de Isaiah — ele tinha que impedir o menino a qualquer custo.
Kendra olhou para o mordomo e sorriu levemente. “Velho mordomo, o Tyler está apenas indo para casa com a mamãe dele. É exatamente assim que deve ser.”
Só então o mordomo realmente olhou para ela. No instante em que viu seu rosto, ele congelou. “A senhora... a senhora...” Era a senhora da casa.
Ela estava de volta? E estava ali para tirar o jovem mestre do patrão?
“Sim! O que tem de errado com o Tyler ir com a mamãe? Senhor Mordomo, mande seus guardas saírem da frente.” Penelope estava com medo de serem bloqueados.
O mordomo forçou-se a se recompor e então encontrou sua voz. “Se a senhora quer levar o jovem mestre, ao menos informe o patrão primeiro.”
“Ele é meu filho. Não preciso da permissão de Isaiah para levá-lo.” Kendra não estava interessada em discutir. Ela conduziu as crianças para o carro.
Kendra soltou uma risada fria. “Bom. Diga ao seu patrão que levei o filho dele. Se ele quiser vê-lo, que venha me procurar.”
Era a hora. Ela enfrentaria Isaiah hoje.
Ela jogou a arma de volta para seu homem, abriu a porta e entrou.
O velho mordomo só pôde observar enquanto ela se afastava com seu pessoal, impotente para impedi-la.
Ele nunca imaginou que, após desaparecer por tantos anos, a senhora retornaria completamente mudada.
Agora ela era gélida. Cortante. Talvez Isaiah a tivesse ferido profundamente, e por isso ela se tornara assim.
Mas o patrão também não teve vida fácil. Ele vinha sofrendo há anos — uma dor que dilacerava tanto a mente quanto o corpo.
O mordomo suspirou. Ele não tinha ideia se esses dois problemáticos destinados um ao outro algum dia fariam as pazes.
Droga, ele precisava ligar para o patrão imediatamente e relatar o que acabara de acontecer em casa...
Kendra deixou a propriedade de Isaiah com as duas crianças. No segundo em que entraram no carro, os dois pequenos a encararam, com olhos arregalados de pura admiração.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....