Um pensamento sombrio a atingiu — droga. Albus deve tê-la visto.
Ao notar que o carro atrás ganhava terreno rapidamente, ela não pisou no freio. Varreu a estrada com os olhos, girou o volante com força e disparou na direção oposta, acelerando ao máximo.
A manobra brusca de retorno desestabilizou o perseguidor por um instante, mas o carro de trás manobrou com agilidade e continuou o encalço.
O rosto de Kendra se contraiu. Não havia dúvidas — quem estava naquele carro era Albus.
Ela pisou fundo e discou um número. “Azhi, estou sendo seguida. Mande reforços.”
Desligou, cortou caminho por outra rota e manteve a velocidade elevada.
De jeito nenhum deixaria Albus pegá-la agora. Ela não queria vê-lo.
“Mamãe, um cara mau está nos perseguindo?” Penelope não conteve a curiosidade e olhou para trás, avistando o contorno de um veículo.
“Segure-se firme. Vou acelerar mais.”
“Mamãe, você vai apostar corrida?” Penelope não estava com medo — pelo contrário, estava radiante.
Os lábios de Kendra se curvaram em um sorriso, entre o desamparo e o divertimento. “Sim — uma corrida.” Se Albus queria caçar, ela jogaria o jogo.
Albus ordenava repetidamente que seu motorista acelerasse tudo o que podia, mas toda vez que estavam prestes a se aproximar, o outro carro manobrava bruscamente ou ganhava fôlego, chegando a roçar o limite da pista.
Ele percebeu — ela estava brincando com ele.
Ordenou que o motorista parasse, expulsou-o do veículo e assumiu ele mesmo o volante para continuar a perseguição.
Fosse aquela mulher Kendra ou não, ele veria o rosto dela hoje.
Contudo, a mulher dirigia como uma profissional. Até ele foi despistado duas ou três vezes.
Ele começou a duvidar — será que Kendra realmente possuía tamanha habilidade?
Então, percebeu que ela o havia arrastado para uma parte degradada da cidade, onde as ruas eram estreitas como o inferno.
Ainda assim, sua condução não era nada má. Ele se manteve próximo, quase a alcançando em diversos momentos.
Mais à frente, a seta direita dela piscou. Ele não pretendia virar — de forma alguma acreditava que ela lhe daria uma pista real.
Acontece que ela realmente girou o carro. Ele estava rápido demais e passou direto pela entrada.
Albus praguejou baixinho, girou o volante para retomar a caça — quando duas vans surgiram subitamente de uma rua lateral e avançaram de frente contra ele.
Suas pupilas se contraíram violentamente. Ele pisou no freio com tudo. Mesmo com reflexos rápidos, não pôde evitar — o impacto foi inevitável.
Ouviu-se um estrondo estrondoso. Ambos os capôs se amassaram, com o metal rangendo em agonia.
O airbag atingiu seu peito. Ele não estava ferido, mas a perseguição terminara. Ele só pôde observar o carro dela deslizar para longe e desaparecer.
Seu carro parou diante da porta exatamente no momento em que outro veículo encostava — o mesmo que ele falhara em capturar.
Ele soltou uma risada gélida. Desta vez, vamos ver como ela escapa.
O carro dirigiu-se diretamente para eles. Sem retornos. Ele estreitou o olhar fixo no assento do motorista.
“Se ela tentar fugir, batam nela”, ele rosnou para seus homens.
Ele preferiria morrer a deixá-la escapar novamente.
Seu subordinado estremeceu e agarrou o volante, pronto para colidir sob comando.
Para a surpresa de Albus, ela não fugiu. Parou bem na frente deles.
O motor parou. Ele empurrou a porta e caminhou decididamente até o carro dela, com os olhos cravados em quem dirigia.
Kendra, é você?
Quanto mais se aproximava, mais rápida ficava sua respiração. Até sua mão tremia.
Ele alcançou a porta do motorista e esticou o braço para a maçaneta — mas a pessoa lá dentro a empurrou primeiro.
Seus nervos se retesaram, olhos afiados como os de um falcão. Ele estava prestes a pronunciar o nome da mulher que o deixara por anos, fria como gelo. Exceto que—

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....