“Papai, você voltou.” Tyler sentiu que seu velho estava encarando Penelope de forma intensa demais. Super estranho. Por isso, ele disse: “Ela é a nova aluna transferida da nossa classe.” Ele não mencionou o nome dela. Seu pai não se importaria.
Penelope se virou e encontrou o olhar frio e afiado do Sr. Hensley. Ele estava olhando para ela como se ela tivesse feito algo imperdoável.
“Ah — então é você… senhor.” Ela olhou de Tyler para o Sr. Hensley e depois perguntou: “Ele é seu papai?” Que coincidência.
A mamãe a tinha avisado que esse senhor não era boa coisa. Mantenha distância.
Mas como? Ele era o pai do Tyler, e Tyler era seu amigo — e seu colega de carteira. Uma dor de cabeça total.
Será que ela deveria deixar de ser amiga do Tyler? Ele era um fera nas máquinas de pelúcia. Ela não queria perder uma amizade novinha em folha.
O Sr. Hensley semicerrou os olhos, avaliando a garotinha que parecia fofa e inofensiva, e soltou uma risadinha fria. “Você é colega de classe do Tyler?” E a nova transferida?
“Sim, senhor. E somos colegas de carteira também.” Penelope podia sentir o perigo emanando dele. Ele totalmente guardava rancor por ela ter espirrado suco nele no outro dia.
“Colegas de carteira?” O Sr. Hensley não engoliu que fosse apenas coincidência.
Será que aquela Sra. Nielsen estava se fazendo de difícil? Mandar a filha para se aconchegar ao filho dele e depois se aproximar dele?
“Raro, não é? Meu filho finalmente convidou uma colega para vir em casa.” O Sr. Hensley voltou ao seu tom habitual, até mais caloroso do que o normal.
Ele olhou para Bryan. “Temos uma convidada. Diga à cozinha para preparar um grande jantar. Não podemos tratar mal a nossa visita.”
“Já pedi ao chef para adicionar pratos. Só estamos esperando você para começar”, disse Bryan.
Penelope franziu as sobrancelhas e acenou rapidamente. “Não precisa. Não vou comer aqui. Minha mamãe vem me buscar logo.”
“Ah? Sua mamãe está vindo?” Um brilho frio lampejou nos olhos do Sr. Hensley. Faz sentido. Um plano da Sra. Nielsen.
Penelope assentiu. “Sim. Obrigada pelo convite, senhor.” Ela disse isso, mas seu coração acelerou.
Ela não podia deixar a mamãe descobrir que era amiga do filho do senhor malvado. Então… a irmã Jessie precisava buscá-la.
“Quero usar o banheiro.” Ela precisava ligar para Jessie.
Tyler pediu a Bryan para acompanhá-la.
O Sr. Hensley sentou-se ao lado do filho. “Fique longe dessa garota”, disse ele em voz baixa.
Tyler franziu a testa, confuso. Desde o segundo em que entrou, o pai estava contra Penelope.
Algo lhe ocorreu, e ele acrescentou: “Ah, leve sua sacola de coisas.” Ele se referia aos bichinhos de pelúcia que tinha ganhado para ela.
“Não vou esquecer. Não se preocupe.” Penelope amava aquelas pelúcias.
O Sr. Hensley franziu a testa e lançou um olhar de soslaio para o filho. “O quê, você não vai acompanhar sua nova amiga até lá fora?” O garoto deveria ter modos, não?
“Não. O Bryan vai levá-la.” Tyler lançou um olhar para ele. Ele tinha acabado de dizer para ficar longe de Penelope e agora estava se fingindo de anfitrião gracioso? Me poupe.
Mas assim que o Sr. Hensley ouviu que a mamãe de Penelope estava vindo, ele quis trocar uma palavra com a Sra. Nielsen.
Ele se levantou e disse ao filho: “Você está sendo rude. Finalmente fez uma amiga. Não a ignore. Se você não vai acompanhá-la, eu vou.”
Ele se virou com um sorriso mais suave do que nunca. “Você é… Penelope, certo? Eu te acompanho até lá fora.”
Para Penelope, o sorriso do senhor parecia o de um lobo mau fingindo ser bonzinho. A mamãe estava certa. Ele não era bom.
Ela acenou rapidamente. “Não, não, não. Não se incomode.” Ela agarrou a sacola de pelúcias e disparou.
Tyler olhou para o pai e deu de ombros. “Eu te disse. Ela não precisa que eu a acompanhe.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....