O mordomo estava em pânico, totalmente perdido, quando o som de um carro entrando no pátio frontal ecoou.
Seria o carro do jovem mestre?
Momentos depois, um funcionário da casa entrou correndo, entusiasmado. “O jovem mestre voltou!”
Com isso, o semblante do mordomo e dos outros se iluminou. Com o jovem mestre em casa, eles poderiam finalmente ser salvos.
Eles preferiam ser punidos a continuar assando sob o sol, presos à tarefa de vigiar uma criança cujos humores ninguém conseguia decifrar.
Mesmo ouvindo que seu papai havia retornado, o pequeno travesso não se importou. Ele permaneceu trancado em seu próprio mundo.
Passos se dirigiam a eles.
O mordomo olhou e viu um homem alto, de feições marcantes e vestindo um paletó, caminhando a passos largos em direção ao jardim de pedras.
No momento em que Albus saiu do carro, informaram-lhe que seu filho havia escalado o jardim de pedras e estava sentado lá a manhã toda, e ninguém conseguia convencê-lo a descer.
Com o cenho franzido, ele foi direto para o jardim e, de fato, lá estava seu filho empoleirado no topo.
“Tyler, o que você está fazendo aí em cima?” A voz de Albus soou grave.
“O jovem mestre está montando blocos lá em cima. Simplesmente não conseguimos fazê-lo descer”, relatou o mordomo com cautela, curvando-se levemente.
Albus olhou para o filho, que não demonstrou nenhuma reação, e sua testa se franziu ainda mais.
Se ele não soubesse que o menino tinha autismo, já teria imposto a lei. Como ele podia simplesmente ignorá-lo daquela forma?
“Tyler, desça.” Ele não podia explodir com ele; o menino não se importaria nem responderia, e Albus acabaria apenas remoendo a própria raiva.
O pequeno sequer lhe dedicou um olhar.
Albus parou de falar. Ele afrouxou a gravata, despiu o paletó e o entregou ao mordomo, dobrou as mangas da camisa e começou a escalar a rocha.
“Jovem mestre, cuidado”, alertou o mordomo. O jardim de pedras era alto e íngreme.
Escalar aquilo era brincadeira de criança para Albus. Em pouco tempo, ele estava diante do filho.
Naquele exato momento, o menino encaixou o último bloco no lugar. Seu foco finalmente mudou. “Olha. Ficou legal, não ficou?”
Albus olhou para a figura de blocos e franziu a testa. “Você construiu… uma mulher?”
“É a minha mamãe.” Falar da mamãe finalmente trouxe uma centelha de vida aos olhos de Tyler.
O olhar de Albus obscureceu. A mamãe dele?
Kendra fora implacável. Ela abandonara o próprio filho e desaparecera sem dizer uma palavra até hoje.
Ele passara anos procurando, tentara de tudo e não encontrara nada.
Ela havia evaporado da face da terra.
“Vai ter uma reunião de pais daqui a alguns dias. A professora disse que tanto o papai quanto a mamãe precisam ir. É bom você fazer a mamãe aparecer!” Tyler gritou lá de baixo, antes de sair em disparada para dentro de casa.
Ele estava cansado de ser ridicularizado pelos colegas como o menino sem mãe.
Observando o filho correr para dentro, Albus continuou franzindo a testa. Onde ele deveria encontrá-la?
Marianna entrou no local, distraída, e Tyler esbarrou nela. Ela cambaleou vários passos para trás e mal conseguiu se equilibrar.
Ela ergueu o olhar a tempo de ver Tyler disparar para dentro da casa sem sequer olhar para trás, muito menos pedir desculpas.
Irritada, ela resmungou: “O que há com essa criança imprudente?”
Albus aproximou-se então, e ela reclamou: “Olhe para o seu precioso filho. Ele derruba alguém e nem pede perdão. Do jeito que ele age, vai acabar apanhando na rua.”
“Quem se atreveria a encostar nele?” Albus ergueu uma sobrancelha, calmo como sempre.
Marianna bufou: “Com você protegendo-o, é claro que ele age como quer. Mas esse tipo de temperamento vai custar caro a ele.”
Albus não estava preocupado. Ele não via o filho como alguém que aceitaria um golpe facilmente.
“A culpa é dele ter crescido sem mãe. Ninguém para lhe ensinar o que é certo, e agora está mimado com esse gênio.” Marianna suspirou.
“O que você veio fazer aqui?” O semblante de Albus azedou.
“Você não me disse para escolher um hotel para o banquete de aniversário? Eu já escolhi.” O seu quinquagésimo aniversário seria grandioso, obviamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....