Charles não impediu a mulher de fazer nada. Apenas a deixou ali, nos braços dele, fazendo o que bem entendesse.
Mavis congelou no lugar, paralisada, olhando sem acreditar enquanto ele carregava Jessica direto para o elevador.
Aquela mulher nos braços dele… não era a Jessica?
A imagem do beijo entre Jessica e Charles no palco ainda queimava na mente de Mavis. Ela jamais esperava que a jovem fosse esse tipo de mulher, tão ousada, tão sem vergonha.
E no momento seguinte, os dois estavam entrelaçados como se fossem só deles o mundo.
Mavis quase chorou ali mesmo. E de que adiantava ter Dom ao seu lado?
Em vez de levar Jessica para outro lugar, Charles mandou o gerente reservar uma suíte presidencial para ela ali mesmo no hotel. Diante das circunstâncias, ele não podia levá-la para qualquer lugar.
Na suíte, ele a acomodou dentro da banheira, ainda enrolada na toalha. Jessica estava tentadora demais, mas ele manteve a lucidez. A cabeça estava no lugar, e ele jamais se aproveitaria dela naquela condição.
Se fizesse isso agora, não seria diferente do que aconteceu cinco anos atrás e ele nunca mais queria repetir aquilo.
Só Deus sabia o quanto estava sendo difícil se controlar perto dela.
Então, ligou para Felix.
Ele chegou às pressas, arrastando a maleta de médico. Ao ver Charles sentado no sofá com o rosto fechado, hesitou. “Sr. Hensley… Não tem muito o que eu possa fazer pra aliviar os sintomas da Sra. Hensley.”
Tinha achado que o caso era sério, pelo tom da ligação de Charles.
“E o que você quer que eu faça, então?”, perguntou Charles, claramente frustrado. Só tinha chamado Felix porque Jessica estava sofrendo, e ele sabia, por experiência, como esse tipo de reação podia ser dolorosa.
Felix coçou o nariz, constrangido, tentando manter a calma. “Ela vai ter que aguentar. Quando o efeito do remédio passar...”
A voz de Charles baixou para um tom perigoso: “Se eu pudesse resolver sozinho, não teria te chamado.”
Felix sabia muito bem que era melhor não perguntar por que Charles simplesmente não cuidava daquilo por conta própria. O motivo de ainda ser o médico da família Hensley não era apenas por competência, era porque sabia a hora de ficar calado.
“Então a Sra. Hensley vai ter que resistir. Mas isso pode desgastar muito o corpo dela. Amanhã posso dar algo pra aliviar os efeitos colaterais.” Ele colocou um frasco de comprimidos sobre a mesa de centro.
Charles encarou o frasco por alguns segundos em silêncio. Depois, murmurou: “Pode ir.”
Felix suspirou, impotente, e saiu rápido com sua maleta.
Charles se levantou e voltou para o banheiro. Tirou o roupão, entrou na banheira e puxou a mulher febril e ofegante para os braços, beijando a testa dela com força.
....
De novo essa história de não estar se sentindo bem?
Será que ela foi encontrar aquele médico, o tal Declan? Será que estou sendo paranoico? E se ela estiver mesmo doente? Mas por que isso tá me incomodando tanto?
Era uma batalha mental constante. Ir atrás dela ou não?
No fim, foi parar num hospital particular, franzindo a testa. Até onde sabia, aquele nem era o hospital onde Rhea costumava se tratar. Por que tinha vindo ali, assim do nada?
Ela estava mesmo fazendo um check-up… ou era outra coisa?
Trancou o carro e caminhou decidido até o prédio, o maxilar travado.
Dentro de um consultório, Rhea estava encolhida nos braços de Declan. Os dois estavam sentados num pequeno sofá da área de descanso, com a porta fechada. Só eles ali dentro.
Ela tentava acalmá-lo com a voz doce: “Amor, aguenta só mais um pouco nesse hospitalzinho, tá? Assim que eu resolver tudo, te levo de volta praquele hospital grande.”
“Você já disse isso da última vez. E aqui estou eu, preso nesse fim de mundo. Desse jeito vou acabar perdendo minha licença”, reclamou Declan, claramente ressentido.
“Eu não tive escolha. Você sabe como foi... A Jessica quase pegou a gente. Se tivesse ficado lá, os dois estariam ferrados.”
“Então quando é que você vai resolver tudo?”
“Em breve. Só mais um pouco de paciência”, respondeu Rhea com doçura, mas o brilho nos olhos era perigoso. Jessica já devia estar morta. Se não fosse Charles ter aparecido, podia-se dizer que era um milagre ela ainda estar viva.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....