Ela fez uma pausa e então perguntou: — Se eu tivesse me machucado salvando outro homem, você ficaria feliz?
— Não se atreva. — A voz dele soou fria e cortante no instante em que as palavras dela tocaram o ar.
Ele a puxou para perto, descansando o queixo em seu ombro. — Eu entendo. Isso não vai acontecer de novo. — Além dela, ele não se arriscaria por mulher nenhuma.
Isso trouxe um grande alívio ao coração dela.
Como ele era quem estava ferido, ela o ajudou no banho.
Quando saíram, a pele dele parecia quente demais.
Kendra o fez sentar no sofá e encostou a testa na dele, testando a temperatura. — Você está queimando em febre.
— Provavelmente é só por causa do banho — disse Albus. Suas têmporas latejavam, mas ele não admitiria que seu corpo estava tão debilitado.
— Vou medir sua temperatura de qualquer maneira. — Ela encontrou o kit de primeiros socorros e pegou o termômetro infravermelho.
Um bipe suave soou, e o número brilhou no visor.
— 39 graus. Você está com febre. — O que ela mais temia aconteceu. — Precisamos chamar um médico.
Albus não queria o incômodo. — Tem remédio para febre aqui. Eu tomo esses. Nada de médico.
— Por que você age como uma criança que odeia médicos? Quando se está doente, a gente consulta um. — Kendra assumiu o controle e ligou para o médico subir.
Albus suspirou baixo. Ela podia ser mandona, mas não era uma sensação ruim.
O médico chegou rápido. Após examiná-lo, disse: — O ferimento desencadeou um resfriado e, como o senhor se resfriou, a febre veio rápido. Vou prescrever a medicação. Tome nos horários certinhos por três dias e ficará bem.
Albus franziu o cenho profundamente. — Uma vez é o suficiente. Nada de três dias. — Ele nunca tomara remédio para resfriado por tanto tempo.
— Senhor… três dias seria o ideal — sugeriu o médico gentilmente.
O rosto dele permaneceu severo. — Eu disse uma vez.
O médico estava prestes a ceder quando Kendra interveio: — Não dê ouvidos a ele. Prescreva para os três dias, como disse. Eu vou garantir que ele tome tudo na hora certa.
Albus olhou para ela, claramente detestando a ideia de tomar remédios por tanto tempo, mas permaneceu em silêncio.
Ao vê-lo calar-se, o médico compreendeu tudo. Era um homem dominado; ele ouvia a esposa.
O médico escondeu um sorriso e escreveu a receita para três dias.
Assim que os medicamentos foram organizados, o médico sabiamente se retirou.
Kendra apressou-se a servir um copo de água morna e o entregou a Albus. — Vamos, seja bonzinho e tome seus remédios.
— Eu não preciso disso por tantos dias — resmungou ele, amuado.
Ele franziu a testa. — Eu não os odeio. Só não preciso de tantos. Eu sou forte. Um resfriadinho não é nada.
Ele precisava deixar isso claro. De jeito nenhum permitiria que ela zombasse dele por isso.
Kendra o olhou de cima a baixo. Com certeza, ele tinha o porte de um guerreiro — mas isso não era motivo para pular a medicação.
— Tome-os e durma. Se estiver melhor amanhã, não precisará tomar tantos.
— Durma comigo. — Ele segurou a mão dela, com aqueles profundos olhos azuis fixos nela.
— E quando é que eu não durmo? — Ela riu baixinho. Doente, ele ficava ainda mais infantil do que o habitual.
Kendra deitou-se ao lado dele. Ele continuou segurando a mão dela, como se estivesse carente de uma sensação de segurança.
Ela o observava, piscando lentamente. Ele era tão forte — como poderia lhe faltar segurança?
Sempre fora ela quem se sentia insegura. Se ele não tivesse sido seu porto seguro, ela não teria chegado tão longe.
Albus, medicado e ferido, mergulhou em um sono pesado e suou bastante.
Kendra não conseguia dormir. Ela continuava enxugando o suor dele.
Enquanto ela passava a toalha na testa dele, ele deve ter mergulhado em um sonho. De repente, ele apertou o pulso dela, com urgência. — Não me deixe…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....