A mão de Albus apertou o sofá sem pensar, um lampejo frio atravessando seus longos olhos azuis.
“Não preciso que você me lembre disso. Você também deve estar cansada. Vá descansar.” Ele não queria ouvir mais nenhuma palavra difamando Kendra.
A tia Marianna percebeu sua impaciência, mas continuou insistindo. “Eu sei que você se importa com ela. Vocês cresceram juntos, afinal. Mas pense nos seus falecidos pais. Pense em como os Hensley foram despojados de tudo pela família dela. Então você verá — o seu romancezinho não conta muito.”
Albus fechou os olhos. Seu punho se cerrou com mais força, sua voz baixando, pesada como ferro. “Não diga mais uma palavra.”
“Tudo bem. O passado é passado. Vou deixar para lá. Vamos falar sobre esse bebê que ela está carregando. Se o bebê não puder ser salvo, então esqueça. Se você quer um filho, muitas mulheres teriam um para você. Não precisa ser ela.”
Os olhos dele se abriram abruptamente. Um calafrio impiedoso aguçou seu olhar. “O que você acabou de dizer?”
“Eu disse que você não precisa dela para ter seu filho. Existem outras.”
“Eu só quero que ela tenha meu filho. Mais ninguém me importa. Ninguém mais é qualificada.” Uma pressão fria e brutal emanou dele.
A tia Marianna sentiu a raiva dele, mas ainda assim prosseguiu. “E se esse bebê não puder ser salvo?”
“Cale a maldita boca! Ela dará à luz com segurança.” Sua voz cortou como uma lâmina.
Vendo o rosto dele tenso e furioso, a tia Marianna deu um sorriso de escárnio. “Certo. Então desejo a ela um parto seguro.”
Ela se levantou. “Está tarde. Vou me recolher. Fique de olho nela, para que o bebê não corra perigo novamente.”
Albus não respondeu. Depois que ela saiu, ele permaneceu imóvel no sofá.
Ele tinha que proteger o filho deles. Não importava o que acontecesse.
Meio adormecida, Kendra sentiu o colchão afundar quando o peso de um homem se acomodou ao seu lado.
Ela abriu um pouco os olhos e viu aquele rosto perigosamente bonito, sentindo o aroma limpo do banho em sua pele. “Terminou o trabalho?” ela murmurou.
“Sim.” Albus deitou-se de lado e gentilmente prendeu uma mecha solta atrás da orelha dela. Aqueles olhos sonolentos e nublados despertaram algo dentro dele.
Ele não conseguiu se conter. Curvou-se e a beijou.
Kendra estava exausta esta noite. O beijo repentino a despertou do sono. Seus olhos se abriram para encontrá-lo beijando-a com uma intensidade profunda.
Ela tentou falar, mas a língua ágil dele deslizou para dentro, saboreando-a. Seu beijo queimava quente, um pouco impaciente.
Ele pegou a mão dela e a beijou. “Se eu soubesse, deveríamos ter ido antes.”
Ela suavizou o vinco entre as sobrancelhas dele. “Não pense demais nisso. Eles conhecem nossos corações.” Naquele momento, ela só queria a verdade — o acidente de seus pais teria sido realmente um acidente?
Ele deitou-se ao lado dela e deslizou o braço sob a cabeça dela como um travesseiro. Sua voz baixa roçou o ouvido dela. “Não deixarei nada acontecer com você ou com o bebê.” Ele selou a promessa com um beijo na testa dela.
Ela não respondeu, mas acreditou nele.
Ele era seu marido. Se não pudesse confiar nele, em quem poderia confiar?
“Jessica, volte depois do casamento e fique comigo, está bem?” Kendra apertou a mão de Jessica, detestando vê-la partir tão cedo.
“Sim. Se não surgir mais nada, virei te fazer companhia.” Vendo Kendra se estabilizar aos poucos — e com o casamento de Jim realmente acontecendo — Jessica finalmente se sentiu segura para voltar.
Elas ficaram ao lado do carro, conversando, enquanto Albus observava de não muito longe.
Não havia mais ninguém por perto. Kendra baixou a voz. “Não se esqueça do que me prometeu. Será mais fácil para você investigar assim que estiver de volta.”
Jessica sabia exatamente o que ela queria dizer: cavar a verdade por trás do acidente de carro de seus pais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....