Jessica torceu o lábio. Ela estava prestes a elogiá-lo por finalmente aprender a ser um bom anfitrião, apenas para perceber que estava se iludindo.
Kendra lançou-lhe um olhar de soslaio. Ainda bem que ela sabia que ele era apenas brusco. Do contrário, aquele temperamento difícil a teria afastado.
“Jess, dê uma olhada. Se nenhum desses pratos lhe agradar, pedirei que façam outra coisa”, disse Kendra, sua voz suavizando com aquele calor maternal que ela desenvolvera após engravidar.
Jessica a observou furtivamente e sentiu uma estranha névoa envolvê-la. Antigamente, Kendra era como uma pimentinha — destemida, imprudente, decidida a bater de frente com Albus até o fim.
Sinceramente, vê-la assim não era ruim — deixando para trás velhos rancores. Mas, se a memória dela algum dia voltasse, seria um desastre. Ela odiaria Albus ainda mais.
Com as coisas chegando a este ponto, Jessica achava difícil contar a ela sobre o passado.
“Meu apetite está bom agora. Tudo parece ótimo. Não precisa de mais nada”, disse ela.
Albus pegou um garfo e perguntou a Kendra: “O que você quer? Quer provar o camarão?”
Kendra assentiu. “Tudo bem.”
Mal ela disse isso, Albus pousou o garfo, calçou luvas descartáveis e começou a descascar os camarões para ela.
Assistindo àquilo, Jessica não pôde deixar de pensar: Sim, todo tirano encontra seu par. Apenas Kendra poderia transformar esse homem orgulhoso e sem alegria em alguém tão proativo e terno.
O apetite de Kendra realmente não estava dos melhores. Algumas mordidas e ela deu por encerrado.
“Você precisa comer mais. Faça isso pelo bebê”, insistiu Jessica.
Kendra balançou a cabeça negativamente. “Não quero nada agora. Comerei mais tarde.”
Se ela não estava comendo, Albus também perdia o apetite. No fim, Jessica era a única que ainda continuava.
“Tem tanta coisa aqui. Não podemos desperdiçar. Vou aproveitar”, disse ela, sem cerimônias.
Dez minutos depois, ela largou o garfo e afagou o próprio ventre, satisfeita. “Estou empanturrada.”
Albus lançou-lhe um olhar cheio de desdém, perplexo com a capacidade de uma mulher de ingerir tanta comida.
Ele acenou para que alguém entrasse e retirasse a louça.
Kendra virou-se para ele. “Quero ter uma boa conversa com a Jess. Vá cuidar das suas coisas por enquanto.” O que significava que ela queria falar com Jessica a sós.
As sobrancelhas de Albus se franziram levemente. Obviamente, ele não queria sair do lado dela.
Ela ficou em silêncio por um momento e então disse: “Eu também não sei... No começo, quando descobri que estava grávida, fiquei nervosa, mas feliz. Então, no mês passado... comecei a ter pesadelos todas as noites.”
“Pesadelos?” Jessica franziu a testa.
Kendra assentiu. “Sim. Continuo sonhando que meus pais morrem em um acidente de carro. Eles estão cobertos de sangue. É aterrorizante...”
Ela havia perdido a memória e não conseguia se lembrar da cena, mas em seus sonhos era cristalino.
Eles a encaravam, ensopados de sangue, furiosos.
Seus dedos apertaram a mão de Jessica. Apenas imaginar a cena a fazia tremer.
Sentindo o medo dela, Jessica retribuiu o aperto e deu tapinhas suaves em suas costas. “São apenas sonhos. Não se prenda a eles.”
Kendra não pôde evitar descansar a cabeça no ombro de Jessica. “Mas parece tão real. Sabe de uma coisa? Nesses sonhos, eles me forçam a deixar o Albus...”
Ela subitamente ergueu a cabeça, com o olhar pesado. “Por que eles me forçariam a deixá-lo? Eles o odeiam tanto assim?”
Jessica não sabia como responder. “Em todos os sonhos, eles dizem para você deixá-lo?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....