Albus segurava o dinheiro de papel e disse a Kendra: "Eu seguro. Você acende."
"Hum." Kendra tentou novamente. Um momento antes, não havia vento algum, mas uma rajada súbita surgiu e apagou a chama.
Albus não se convenceu. Ele estendeu a mão para o isqueiro dela. "Eu faço isso."
Kendra recuou. "Não. Eu mesma quero queimar o papel para o papai e a mamãe." Ela não cedeu.
Vendo quão firme ela estava, ele concordou. "Não há vento agora. Pode ir."
Kendra virou-se para a lápide e falou baixinho: "Mamãe, papai, eu só quero queimar um pouco de papel para vocês e conversar um pouquinho. Se não estiverem bravos comigo, por favor, aceitem, está bem?"
Ela respirou fundo, acionou o isqueiro, prendeu a respiração e encostou a chama na pilha.
Desta vez, pegou fogo. Enquanto as chamas subiam, ela se perguntava se eles a haviam escutado.
Eles não deveriam estar bravos com ela... certo?
"Mamãe, papai, me desculpem. Demorei tanto tempo para vir ver vocês." Ela continuou falando enquanto o papel se enrolava e ardia.
"Vocês podem ver como as coisas estão agora. Estou grávida do bebê de Albus. Em três ou quatro meses, nosso filho nascerá. Eu o trouxe para ver vocês. Vocês são os avós do bebê — vão amá-lo como eu amo, não vão?"
Albus escutava, seu rosto belo e severo anuviando-se, depois suavizando, e anuviando-se novamente.
Ele encarou a foto do casal na pedra e enviou uma mensagem silenciosa: *Qualquer rancor que tenham, descarreguem em mim. Não assustem a Kendra. Ela é filha de vocês.*
Ele sentia isso no âmago — se os pais dela pudessem ver lá debaixo, seriam terminantemente contra Kendra se casar com ele, quanto mais ter um filho seu.
Mas eles haviam partido. Concordassem ou não, nada mudaria. Tudo o que ele pedia era que se importassem o suficiente para não assombrar os sonhos dela.
"...Mamãe, papai, assim que eu der à luz em segurança, trarei o bebê para ver vocês. Direi a ele que vocês são seus avós. Por favor, se estiverem olhando por nós, abençoem meu filho para que nasça são e salvo."
Suas palavras mal haviam se dissipado quando outra rajada de vento cortou o ar. O papel meio queimado se extinguiu.
O rosto dela se contraiu; seu coração falhou uma batida.
Será que seus pais eram contra ela estar com Albus? Contra ela ter um filho dele?
Albus pegou o isqueiro e queimou o restante ele mesmo.
"Está ventando demais hoje. Diga o que precisa e vamos voltar." Lugares como este eram impregnados de um calafrio. Ele não queria que ela se demorasse.
Meio reclinada contra a cabeceira, Kendra acariciou a barriga e olhou para o homem ao seu lado. "Viu? Eu estava certa. Prestar as homenagens não foi um problema."
"Você sabe que eu fiquei angustiado o tempo todo?" Ele franziu a testa.
"Obrigada por cuidar de mim." Kendra apertou a mão dele. Ele a carregou por todo o caminho sem uma única reclamação.
Ele retribuiu o aperto. "Apenas não me assuste assim de novo." Qualquer outra coisa, ele poderia lidar.
Kendra pensou em como a oferenda fora difícil, mas, no fim, o papel queimou. Talvez não fosse nada demais.
"Eu só não quero ter mais pesadelos." Ela baixou o olhar para sua barriga arredondada. Tinha que pensar em seu filho. Agora era mãe — tinha que proteger o bebê.
Albus aninhou a cabeça dela contra o peito, sua voz baixa e rouca. "Você não terá. Vai dormir como um anjinho."
"Hum..." Ela disse a si mesma que seus pais não voltariam para assustá-la.
"Estou cansada. Quero tirar uma soneca."
"Tudo bem. Durma primeiro. Quando acordar, coma um pouco." Ele a ajudou a se deitar e puxou o cobertor sobre ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....