Eles haviam passado por muita coisa — separações, desencontros e perigos iminentes. Agora que finalmente estavam juntos, ele agarrava cada segundo, recusando-se a tirá-la de sua vista.
De repente, ele segurou a nuca dela e colou sua boca à dela com urgência, despejando toda a sua frustração e angústia naquele beijo.
O coração de Jessica disparou. Ela correspondeu, e ele tornou-se ainda mais intenso, abrindo caminho por entre seus lábios em um enlaço profundo.
Antes que ela se desse conta, ele a tinha sob seu corpo robusto no sofá. O calor entre eles aumentou, tornando o ar denso e perigoso.
...
Mecria
Albus estava sentado imóvel à beira da cama, com os olhos fixos na mulher que dormia ali, apavorado com a ideia de que ela pudesse acordar e entrar em pânico se não o visse.
Ele não sabia o que estava acontecendo com ela ultimamente. Seus humores oscilavam drasticamente. Os pesadelos vinham todas as noites, e em todas as vezes ela despertava sobressaltada de terror.
Certa vez, em meio a um pesadelo, ela se agarrou a ele e chorou: “Pai… Mãe…”
A mão dele se contraiu por instinto. Seria possível que os pais falecidos dela a estivessem assombrando?
Ele não acreditava em superstições ou fantasmas, mas ver Kendra sofrer assim plantou um pensamento que ele não conseguia afastar: ele deveria ir ao túmulo dos pais dela, oferecer uma lembrança silenciosa e pedir que a abençoassem, que parassem de assustá-la.
Mas ela carregava o filho dele agora. Talvez isso só os deixasse mais furiosos, relutantes em permitir que ela desse à luz um bebê dele.
Um mês atrás, ela estava radiante, animada com a maternidade. Agora, suas bochechas estavam encovadas pela exaustão.
Ver a situação dela apertava o peito dele.
“Não… não…” Ela estava dormindo instantes atrás. Então, as palavras escaparam, com os olhos ainda cerrados.
Albus sabia — era outro pesadelo.
Ele segurou a mão dela rapidamente. “Kendra, eu estou aqui. Acorde…”
Ele não conseguiu trazê-la de volta imediatamente. Ela continuava sussurrando em pânico: “Não… Pai… Mãe…”
Ao ouvi-la chamar pelos pais novamente, o rosto dele ficou rígido. O pânico lampejou em seus olhos.
Os pais dela haviam morrido por causa dele…
Seu olhar esfriou e sua voz tornou-se firme. “Kendra, acorde.” Ele a sacudiu pelo ombro.
Ela despertou de sobressalto, com o suor frio escorrendo pela testa.
Ela virou a cabeça, viu Albus e lançou-se nos braços dele, tremendo violentamente, apavorada.
Ele soltou um suspiro silencioso, relaxando a tensão. “Foi um acidente. Ninguém poderia ter previsto.” A mesma resposta de sempre.
“Sério?” Desde que perdera a memória, ela confiava no que ele dizia — ele era seu marido.
Mas agora, algo naquela história não parecia certo. Ela sentia que a morte de seus pais não fora tão simples assim.
“Eu quero vê-los”, disse ela após um momento de silêncio.
Ele estivera observando o humor dela, e as palavras o pegaram de surpresa. “O quê?”
Ela encontrou os olhos dele e falou claramente: “Eu quero visitar meus pais.” Ela se referia ao cemitério.
As sobrancelhas dele se juntaram. “Não.” A recusa veio instantânea, instintiva.
“Por que não? Ver meus próprios pais é a coisa mais básica.” Ele estava agindo de forma estranha.
O rosto dele escureceu. “Porque sua condição não permite. O médico disse que você deve ficar em repouso absoluto e proteger a gravidez. Nada de andar por aí, especialmente em lugares como cemitérios.”
Kendra colocou a mão sobre o ventre arredondado. Ela estava com vinte e sete semanas agora. Mais três ou quatro meses, e o bebê estaria aqui.
Mas, naquele momento, suas emoções haviam entrado em uma espiral negativa, seu corpo fraquejava e sinais de um possível aborto espontâneo começavam a surgir.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....