— Ora, veja só você — mal acordou e já está falando em casamento? — Jessica e sua família entraram no quarto. Ela soube que Hugh tinha despertado e apressou-se a vir.
— Mano, qual é a sua sede de se amarrar? Espere — palavra errada. O quanto você deseja uma esposa? — Jessica provocou, e logo acrescentou: — E se você se casar, será um segundo casamento. Isso não é justo com a Elise.
Hugh lançou-lhe um olhar gélido. Sim, ela tinha vindo para semear a discórdia.
Jessica fingiu não perceber. Ela entrelaçou seu braço ao de Elise e disse: — Pense bem. A pessoa com quem você se casa é para a vida toda. Não há como voltar atrás.
Hugh acompanhou o raciocínio imediatamente: — Se ela se casar comigo, não se arrependerá.
— Então você vai tratá-la bem? Não vai desistir daqui a dois ou três anos e pedir o divórcio? — Jessica o cutucava de propósito.
Os olhos de Hugh escureceram: — Eu falo dela com a maior seriedade. Se nos casarmos, não haverá divórcio — a menos que eu esteja morto.
O coração de Elise apertou-se: — Não diga coisas assim. Não diga.
Ao ver a rapidez com que ela se preocupava com Hugh, Jessica percebeu que não precisava mais testá-los.
— Se você tivesse tido essa determinação antes, vocês dois não teriam passado tanto tempo separados antes de decidirem se casar.
— Desde que haja amor, o momento não importa — disse Charles.
Jessica inclinou-se para ele: — Você tem razão.
Hugh olhou para o lado: — Se bem me lembro, vocês dois ainda não conseguiram realizar um casamento, conseguiram?
A verdade era que eles tentaram mais de uma vez, e nunca aconteceu.
— Nós não nos importamos mais. A criança já está grande — disse Jessica, dando de ombros.
— Nesse caso, deixe que Penelope seja a nossa daminha de honra — sugeriu Hugh.
Jessica cortou a ideia na hora: — Você já tem a Jessie. É o suficiente. Penelope é muito pequena — nada de daminha.
Hugh bufou. Pequena demais? Estava mais para ela não suportar deixá-la fazer isso.
O velho Sr. Nielsen ouvira tudo em silêncio, mas finalmente se pronunciou: — Quando você receber alta, mude-se de volta para a Mansão Nielsen.
Hugh pensou por um momento: — Está bem. Levarem Elise e nossa filha para morarem lá comigo.
As sobrancelhas do velho se contraíram. *Testando meus limites, não é?*
Ele lançou um olhar para Elise. Ele ainda não conseguia aceitá-la plenamente, mas se Hugh a queria, o que ele poderia fazer?
— Então continuem vivendo fora — disse ele. Concordar com o casamento não significava que ele permitiria que Elise se mudasse para a Mansão Nielsen.
— Vovô, isso é tão mesquinho — disparou Jessica.
— Como eu sou mesquinho? — O velho lançou-lhe um olhar severo.
— A propriedade é enorme. Você não se sente solitário lá sozinho? Por que meu irmão e a família dele não podem se mudar? — Provavelmente apenas Jessica ousava falar com ele daquela maneira.
Uma centelha brilhou nos olhos de Hugh. Ele estendeu a mão, envolveu a nuca dela, puxou-a para perto e a beijou.
A respiração de Elise falhou. Instintivamente, ela apertou o tecido da camisa no peito dele, e logo suas respirações se entrelaçaram.
Aquele beijo fora adiado por anos...
Hugh recuperou-se rápido após a alta. Ele já conseguia sair da cama e caminhar.
Certo dia, Elise o acompanhava pelo jardim. Ele precisava de exercício.
Bryan aproximou-se então: — Srta. Elise, há um convidado para a senhora lá fora.
Ela franziu a testa: — Um convidado? Quem?
— Ele disse que seu nome é Tyler.
Elise estagnou. Ela quase esquecera que Tyler fora para casa passar as festas com os pais. Agora que o feriado terminara, é claro que ele estaria de volta.
Ela olhou para Hugh: — Sente-se aqui no jardim por um momento. Vou vê-lo e volto num instante.
Ela ajudou Hugh a sentar-se em um banco.
Ele segurou a mão dela, os olhos azuis profundos fixos nela: — Com medo de que eu ouça o que vocês dois vão conversar?
Ela piscou e então sorriu: — Por que você pensaria isso? Se quiser ouvir, venha comigo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....