“Tudo bem, mas peça ao chef para não exagerar na quantidade. Nós duas não daremos conta de tudo,” Elise cedeu desta vez, não querendo recusar novamente.
“Deixa comigo,” disse Jessica com um sorriso radiante, antes de atrair Flora gentilmente para perto de si. “Tem certeza de que não quer vir jantar na casa da tia Jessica? Seu primo Arthur quase nunca volta para casa.”
Flora lançou um olhar para Arthur e, por fim, balançou a cabeça negativamente. “Eu quero passar o Ano Novo com o papai.”
O peito de Jessica se apertou diante de tanta consideração e carinho da pequena.
“Nesse caso, eu venho te fazer companhia depois do jantar hoje à noite,” disse Arthur, bagunçando carinhosamente o cabelo de Flora. Ele já estava mais alto que o pai, portando-se como um verdadeiro irmão mais velho protetor.
Flora negou novamente. “Não precisa. Fique em casa com a tia Jessica, o tio Charles e sua irmãzinha. Eu ficarei aqui com a mamãe, fazendo companhia para o papai.” Para ela, era assim que uma verdadeira reunião de família deveria ser.
Arthur compreendeu e assentiu. “Então eu passo aqui amanhã de manhã.”
“Hum-hum. Combinado.” Flora selou o plano com ele.
Jessica lançou um último olhar para Jessie Nielsen e então seguiu para casa acompanhada por Charles e a filha. Com a pequena nos braços do irmão, Charles finalmente ficou com uma das mãos livre para envolver a cintura de Jessica. Os quatro formavam uma imagem de pura felicidade.
Elise os acompanhou até a porta e observou-os partir. Teve que admitir que uma pontada de inveja, como um espinho, cutucou seu coração.
Assim que chegou em casa, Jessica foi direto para a cozinha instruir o chef sobre o que preparar para o jantar e quais pratos enviar ao hospital para Elise e sua filha.
Como seu filho finalmente havia retornado para o Ano Novo, ela mesma queria preparar algumas iguarias.
Charles notou que ela não saía da cozinha e não resistiu em ir verificar.
Ele a encontrou de avental, com as mangas arregaçadas, movendo-se com a destreza de quem domina o fogão.
Ele abriu um sorriso e envolveu-a pela cintura, vindo por trás. “Você não cozinha há uma eternidade. O que te deixou animada hoje?”
“Quero fazer alguns pratos para o Arthur. Assim que ele voltar para o campo de treinamento, não poderá desfrutar da comida da mamãe.”
Então era tudo pelo filho.
Ela não estava errada, mas a forma como ela paparicava o rapaz ainda cutucava um pouco o orgulho dele.
“Nesse caso, prepare dois pratos para mim também,” disse ele.
“Por quê?” Jessica olhou para trás, por cima do ombro.
“Por uma questão de justiça,” afirmou ele, com o rosto sério. Para ela, aquilo soou como uma criança fazendo birra.
Ela afastou as mãos dele. “Se você quer minha comida, posso cozinhar para você em qualquer outro dia. Não tenha ciúmes do seu próprio filho hoje.”
“Hoje é diferente. É Ano Novo,” rebateu ele, sempre munido de uma justificativa.
Ela o encarou novamente, arqueando as sobrancelhas. “Você está fazendo isso de propósito.”
“É a Sra. Scott?” A voz de Kendra era suave e delicada.
“Sou eu. Feliz Ano Novo,” cumprimentou ela.
“Feliz Ano Novo, Sra. Scott. Se tiver um tempo neste novo ano, venha nos visitar em minha casa,” convidou Kendra.
Jessica sorriu. “Claro. Vou ver quando estarei livre. Como você tem passado ultimamente? O Albus não está te dando problemas, está?”
“Não, ele...” Kendra fez uma pausa súbita.
“O que tem ele?” Jessica não pôde evitar a preocupação.
“Ele tem sido muito bom para mim. Estou esperando um filho dele agora.” Um toque de doçura transparecia na voz de Kendra.
Jessica congelou. Levou um tempo para se recuperar do choque. “Você está grávida?”
“Sim. Três meses,” disse Kendra, radiante com a alegria de ser mãe.
Jessica não conseguiu esboçar um sorriso desta vez. Ela achava que casar-se com Kendra enquanto ela estava amnésica já era cruzar uma linha moral. Agora ele tinha ido além — ele a engravidara.
Se Kendra recuperasse as memórias um dia, como ela deveria encarar essa criança?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....