Naquele dia, como era seu hábito, Elise permanecia ao lado da cama de Jim quando um alvoroço irrompeu no corredor.
“Deixem-me entrar! Eu quero vê-lo!”
“Jim, eu vim te ver… Jim…”
Ela reconheceu aquela voz. Yvonne. Ela já havia despertado?
Elise soubera mais tarde que os ferimentos de Yvonne não tinham sido tão graves quanto os de Jim. Se ela já estava acordada, um pouco de descanso e estaria bem.
É preciso admitir que a sorte parece ter um carinho especial por ela; possuía as lendárias sete vidas de um gato.
Então ela acordou e correu direto para cá para ver o Jim?
Neil havia posicionado guarda-costas à porta, então não havia a menor chance de Yvonne conseguir entrar.
Impedida, ela continuava a gritar diante da porta: “Jim, você está bem? Me desculpa… Jim…”
Os guardas a bloqueavam, mas ela ainda tentava forçar a passagem. “Siam da frente. Eu vou entrar. Preciso vê-lo. Eu tenho que vê-lo…”
Elise franziu o cenho com o barulho. O médico havia enfatizado que Jim precisava de silêncio absoluto.
Ela cerrou as sobrancelhas e caminhou até a porta. Yvonne estava sentada em uma cadeira de rodas, com a cabeça envolta em gaze.
“Pare de gritar. Você vai perturbá-lo”, disse Elise, com a voz gélida.
Yvonne sabia que Elise estaria lá dentro. Ela ainda a detestava, mas naquele momento, seu único desejo era ver Jim.
“Deixe-me entrar. Apenas um olhar. Só isso”, implorou ela.
Elise balançou a cabeça negativamente. “Apenas vá embora. Ele está neste estado por sua causa.”
Yvonne apertou os braços da cadeira de rodas, engolindo sua frustração. “Sim. Eu sei que o machuquei. Eu me arrependo. Estou aqui para pedir perdão.”
Arrependimento? Pedir perdão?
Elise soltou uma risada seca e sem humor. “Você sequer sabe o que significa arrependimento? De que serve um pedido de desculpas? Você acordou, mas ele continua ali deitado, e ninguém sabe quando ele voltará a abrir os olhos.”
Ela não tivera a intenção de ser ríspida, mas dizer aquilo em voz alta acendeu o estopim de sua indignação.
“Quão… Quão graves são os ferimentos dele?” O choque de Yvonne parecia genuíno. Sua preocupação com Jim soava natural, não ensaiada.
“Quão graves? Você seriamente não sabe? Você disse que usaria uma bomba para morrer com ele. E agora quer agir como se se importasse?” Elise rebateu.
Yvonne explodiu, gritando: “Elise, não pense que pode se instalar no lugar da Sra. Nielsen. Aquele lugar era meu. Você não o merece…”
Elise ignorou a tirada, fechou a porta e retornou para o lado de Jim.
Yvonne era um problema — um desastre ambulante. Era hora de deixar que a lei cuidasse dela.
Mais tarde naquela noite, Neil terminou seus afazeres e foi ao hospital.
“Ouvi dizer que a Srta. Yvonne apareceu e fez um escândalo, exigindo ver o Sr. Nielsen?” comentou ele. Os guardas já o haviam informado.
Elise assentiu. “Sim. Ela queria entrar. Eu a recusei.”
“Você não pode deixá-la entrar. Nem permita que ela se aproxime do Sr. Nielsen. Pelo que sabemos, ela ainda poderia estar carregando uma bomba para morrer com vocês dois.”
Era exatamente isso que Elise temia, e por isso recusara Yvonne categoricamente.
Para ela, Yvonne era uma bomba-relógio — sem saber quando poderia detonar.
Ela refletiu por um momento e disse: “Já que ela está acordada e parece bem, não podemos arriscar que ela volte para incomodar o Jim. Peça para a polícia levá-la sob custódia.”
Yvonne a envenenara e depois comprara uma bomba para explodir Jim. Aquelas eram acusações diretas de tentativa de homicídio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....