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O Pai Bilionário do Meu Filho romance Capítulo 1095

Só então ele franziu a testa. "Não pretendo repetir. Se quer voltar para lá, farei isso acontecer."

Um ódio ardente queimava nos olhos de Rhea. Ela nunca imaginou que ele pudesse ser tão frio.

Ela reprimiu a fúria que fervilhava em seu peito e disse, com a voz baixa e firme: "Tudo bem. Vou me lavar e então iremos ao cartório para oficializar o divórcio."

Ela faria exatamente o que ele queria.

Ela se virou e subiu as escadas, mas o ódio em seus olhos ardeu como um incêndio fora de controle.

Jim esperou por ela no andar de baixo. Ele presumiu que Rhea não tentaria mais nenhum truque; ela estava apavorada com a ideia de retornar ao hospital psiquiátrico.

Meia hora depois, Rhea desceu. Após se refrescar, ela parecia ter recuperado sua antiga imagem.

Usava um vestido de alta costura, a maquiagem estava impecável e carregava uma bolsa de luxo na mão. Não parecia alguém que estava prestes a se divorciar — parecia mais que estava a caminho de uma noite de gala.

Jim lançou-lhe um olhar. Ele não tinha nada a dizer sobre o traje. Contanto que ela trouxesse seus documentos e finalizasse o divórcio, ele não se importava com a aparência dela.

Uma hora mais tarde, eles saíram do cartório, cada um segurando sua certidão de divórcio.

Rhea pensou que aquilo seria o fim. Ela o encarou, com o ressentimento borbulhando. "Agora você pode ir atrás dela. Você não vai me mandar de volta para o hospital, certo?"

Jim não respondeu. Ele apenas fez um sinal, e Clay se aproximou, trazendo duas malas grandes.

Rhea franziu a testa para ele enquanto ele dizia: "Estas são as suas coisas. Pedi ao Bryan que as arrumasse."

Ela olhou da bagagem para ele. Então, tudo o que ela possuía na vila da colina havia sido enfiado naquelas malas?

"Você me odeia tanto assim? Mesmo que me queira fora da sua vida, precisa ter tanta pressa?" Rhea sentiu seu temperamento fugir ao controle.

Ela havia se descontrolado cedo demais. Jim não tinha apenas feito as malas dela — ele planejava mandá-la para muito longe.

Ele ignorou a raiva dela, mantendo a voz gélida. "Preparei um lugar para você em Yesaria. Pegue este cheque e voe para lá em breve. Viva o resto da sua vida naquele lugar. Não volte mais."

Ele estava agindo por mera cortesia do casamento que tiveram e porque ela um dia o salvara. Esse era o limite de sua misericórdia.

Mas para Rhea, isso era impossível de aceitar.

Tudo o que ela ouvia era que ele mal podia esperar para expulsá-la, forçá-la a deixar seu lar e proibi-la de retornar.

"Por que Yesaria? Por que não posso ficar aqui? Meu lar é aqui!"

"Para evitar problemas futuros. Preciso garantir que Flora e Eli estejam seguras." Ele não se importou em dizer a verdade abertamente.

O carro acelerou em direção ao aeroporto. Rhea apertava sua bolsa com força, tensa e em alerta.

Jim não tinha a menor intenção de falar com ela. Ela também estava estranhamente silenciosa, olhando pela janela de vez em quando.

O aeroporto ficava nos arredores, então o tráfego era leve. Eles já haviam deixado o centro da cidade e entrado na rodovia.

"Jim, você realmente me quer longe — para nunca mais voltar, não é?" Rhea finalmente falou.

"Sim. É para o seu próprio bem."

"Heh. Não tente disfarçar. Você sabe muito bem por quem está fazendo isso. Estou te avisando, eu não quero ir, e não vou te entregar para a Elise. Se eu não puder te ter, ela também não terá."

Assim que terminou de falar, ela subitamente puxou uma bomba-relógio de dentro da bolsa.

"Como você conseguiu isso?" As sobrancelhas de Jim se juntaram em um vinco profundo.

"Não tenho medo de te contar. Eu a preparei para a Elise. Mas pensei que, se eu a explodisse, eu voaria junto — sem sobrar um corpo inteiro. Isso seria feio. Então mudei para o veneno e guardei a bomba."

Ela deu um sorriso de escárnio, com os olhos cintilantes de deboche. "Eu nem sei por que a peguei ao sair. Não esperava que fosse ser útil agora."

Jim viu o brilho de loucura nos olhos de Rhea, olhou para o cronômetro avançando e disse, com uma calma glacial: "Eu não deveria ter tirado você daquele hospital."

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