Jim levantou o olhar para a luz brilhante da sala de emergência, com as sobrancelhas franzidas em uma linha rígida.
Ele não sabia há quanto tempo estava esperando. Quando a luz do pronto-socorro finalmente se apagou, as portas pesadas se abriram.
Os olhos de Jim tornaram-se frios. Ele caminhou a passos largos. “Ela está bem, não está?” Sua voz era baixa ao questionar o médico.
“Após o tratamento de emergência, realizamos uma lavagem gástrica. As toxinas foram removidas. Ela conseguiu sobreviver,” disse o médico, retirando a máscara e limpando o suor da testa.
Ao ouvir aquilo, a tensão acumulada no peito de Jim finalmente se dissipou.
Eles empurraram Elise em uma maca. Seu rosto estava branco como papel e ela ainda estava inconsciente.
“As enfermeiras a levarão para uma ala de observação. Resolveremos qualquer outra questão que surgir,” disse o médico.
“Obrigado,” Jim lhe disse.
Seu olhar permaneceu fixo em Elise. Contanto que ela estivesse segura, todo o resto poderia esperar.
Eles também estavam ressuscitando Matilda. Um momento depois, veio a notícia — ela também havia sido salva.
Os olhos de Jim se estreitaram, perigosos. É claro que Matilda não poderia morrer. Se ela morresse assim, seria fácil demais.
Quando Elise acordou, viu um teto branco como a neve e sentiu o cheiro forte de desinfetante.
Então... ela não estava morta?
Ela se moveu, lutando para se sentar, mas sentia como se toda a sua força tivesse sido drenada. Estava fraca como um filhote.
“Acordou?” Jim entrou logo após terminar uma ligação e a viu tentando se levantar.
Ela não falou. Apenas olhou para ele, como se quisesse dizer algo, mas não conseguisse. Sua garganta parecia obstruída; o som não saía.
O homem alto aproximou-se da cabeceira. Vendo-a apenas olhando, com os olhos um pouco distantes, ele disse: “O que foi? Não me diga que não me reconhece.”
O médico não havia mencionado nenhum efeito colateral desse tipo.
“Eu... *tosse*...” No segundo em que tentou, sua garganta queimou — seca e dolorida.
“Tudo bem, não fale.” Percebendo que algo estava errado, Jim se virou e serviu um pouco de água para ela.
Ele trouxe um copo de água morna e sentou-se bem ao lado dela. “Vamos, abra a boca.” Ele claramente pretendia alimentá-la pessoalmente.
Elise não recusou. Ela realmente não estava se sentindo bem e sua força ainda não havia retornado.
Um copo de água ajudou; sua garganta parecia menos irritada, mas ainda doía.
Jim chamou o médico para dar uma olhada.
Ele era brutalmente frio com Matilda — nada parecido com um marido para uma esposa.
Ela o olhou nos olhos. “Você está se divorciando dela por minha causa?” Ela teria se tornado a vilã nessa história de alguma forma?
O olhar de Jim escureceu, pesado o suficiente para intimidar.
Ele ficou em silêncio por um momento e então respondeu: “Sim.”
Apenas essa palavra foi o suficiente para fazer o coração de Elise disparar. Ela olhou incrédula. “Você...” Como ele podia dizer isso?
Não era de admirar que Matilda a quisesse morta.
Se fosse ela, provavelmente também não suportaria o marido se divorciando por outra mulher.
“Se você escolheu se casar com ela, por que o divórcio?” Ela podia ver agora que ele não sentia nada por Matilda.
Seriam realmente apenas três anos e seus sentimentos secaram? Ou ele nunca se importou desde o início?
Se esse fosse o caso, então ele nunca precisaria ter se casado com Matilda. Ninguém poderia forçá-lo, certo?
A expressão de Jim tornou-se um pouco turva. Ele se inclinou subitamente, apoiando as mãos em ambos os lados dela, aproximando-se para encontrar seu olhar. “Eu admito. Metade do meu motivo para o divórcio é você. Eu quero que voltemos. Quero dar a Flora uma família completa. A outra metade são... outros motivos. Incluindo a confusão que Matilda trouxe sobre si mesma.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....