Elise nem sequer percebeu o que a atingiu. Uma sombra se aproximou e, no segundo seguinte, ela foi puxada para os braços de um homem.
“Medo de altura?” A voz profunda de Jim ecoou acima dela.
Com o ouvido pressionado contra o peito dele, o pulsar constante e poderoso de seu coração acalmou o pânico que a sufocava.
Mas, quando o canto de seus olhos capturou o abismo lá embaixo, sua pulsação disparou. Uma tontura a invadiu. Ela cerrou os punhos na camisa dele, na altura da cintura, e apertou os olhos com força.
Só então Elise percebeu que sofria de acrofobia.
“Eu—”
“Papai, se você segurar a mamãe, ela não vai ter tanto medo.” Flora abafou uma risadinha. “Papai, você protege a mamãe. Eu vou aproveitar a vista sozinha.” Ela se virou, toda radiante e atrevida.
Ao ouvir a filha, Elise sentiu as orelhas queimarem de vergonha. Era mortificante. Mas ela realmente não conseguia olhar para baixo.
“Eu posso te descrever o que estamos vendo”, disse Jim, com um leve sorriso surgindo em seus lábios e uma voz baixa e aveludada.
“Neste momento, há um lago logo abaixo. A água é verde, como... uma esmeralda saída de um conto de fadas. E na crista oposta, muitos aerogeradores...”
Sua voz calorosa a envolvia, e Elise manteve os olhos fechados, inclinando-se contra ele, subitamente transportada para o modo como as coisas costumavam ser.
Como se ele nunca tivesse mudado — ainda o Jim que era bom apenas para ela.
Sem que percebessem, a roda-gigante os trouxe suavemente de volta ao chão. Elise ainda estava sob o feitiço da voz dele.
A porta se abriu e uma voz interveio rapidamente. “Eli, isso é bem rude. Por que você não me esperou—”
As palavras de Joseph foram interrompidas. Elise estava sentada no banco, com os braços enlaçados na cintura de Jim e o rosto pressionado contra o peito dele.
Era uma roda-gigante, não uma suíte de núpcias — por que estavam abraçados daquele jeito?
Um lampejo de puro ciúme subiu pelo seu peito e atingiu sua mente com força.
“O que é isso? Querem que o mundo inteiro saiba que voltaram?” O tom de Joseph pingava sarcasmo.
Elise finalmente voltou a si, percebendo que estavam seguros em terra firme. Ela se virou e encontrou o olhar ardente de Joseph.
“Joe...” ela começou.
Flora interveio primeiro. “Tio Joseph, você não foi na roda-gigante? Estava esperando por nós?”
Ele ainda segurava a garrafa de água que comprara para ela. Com a pergunta da criança, a raiva ficou entalada em seu peito, sem ter para onde ir.
Selene tomou um gole de seu próprio café e então disse: “Você pode devolver o Jim para mim? Eu te imploro.”
Elise já imaginava o que Selene diria antes de vir. Ouvir aquilo diretamente deixava claro que o assunto era Jim.
“Você não precisa me implorar. Eu não o estou tirando de você.” Sentindo-se impotente ou não, ela manteve o tom de voz firme.
“Se não estivesse, por que o Jim pediria o divórcio? Eu não aceito, mas ele ainda está me levando ao tribunal. Ele está determinado a acabar com tudo. Ele ser tão implacável assim significa que quer voltar para você, não é?” As emoções de Selene começaram a aflorar.
“Ele está te levando ao tribunal?” Elise sabia que Jim queria o divórcio, mas não que a situação tivesse chegado a esse ponto.
“Não se faça de desentendida. Ele está com pressa de me descartar por sua causa.” Selene odiava aquele olhar inocente que Elise sempre carregava.
“Eu realmente não sabia que ele tinha entrado com o processo”, disse Elise, franzindo a testa. O mal-entendido de Selene sobre ela era profundo.
“Bem, agora você sabe. Pode desistir dele? Eu realmente não quero o divórcio.” Selene pensou por um instante e acrescentou: “Ou você quer uma compensação? Ou é porque não perdoa minha mãe por ter machucado a Flora? Eu me ajoelho e peço desculpas. Não jogue os erros da minha mãe sobre mim para roubar meu marido, está bem?”
Suas palavras se tornaram uma confusão e, de repente, ela se levantou e caiu de joelhos bem na frente de Elise.
A cafeteria não estava vazia. Cabeças se viraram e todos os olhares pousaram sobre elas ao mesmo tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....