— Mãe, eu não quero dinheiro. Eu quero a minha esposa! — O bruto, com a cabeça sangrando, ainda se recusava a recuar.
Os olhos de Jim tornaram-se gélidos como o aço. — Oitenta mil? — Sua preciosa menina valia apenas oitenta mil?
Encarando aquela mãe e o filho completamente alheios à gravidade da situação, ele soltou uma risada gélida. — Oitenta mil, hein? Pois bem. Eu vou me certificar de que vocês nunca mais esqueçam esse número.
Ele lançou um olhar para Clay — palavras eram desnecessárias. Clay já havia compreendido.
— Sim. Eu sei o que deve ser feito — disse Clay.
Jim aconchegou a filha firmemente em seus braços e saiu sem olhar para trás.
— Me dá a minha esposa! — O agressor avançou na direção deles, mas Clay desferiu um chute potente, fazendo-o cair estatelado no chão.
O homem uivou: — Seus... ladrões!
Normalmente sereno, Clay agora parecia um demônio saído do inferno. Ele pressionou o calcanhar contra o peito do homem e sorriu, com uma frieza cruel. — O jogo está apenas começando.
A mãe do agressor finalmente entrou em pânico. — O que vocês vão fazer? Vão nos matar?
— Não. Matar é entediante. Vou fazer vocês desejarem estar mortos — disse Clay, com a voz suave como veludo e fria como o gelo.
Eli recebeu a ligação de Jim e correu para o hospital.
No corredor, ela avistou Jim parado do lado de fora do quarto. Ela se apressou e agarrou o braço dele. — Onde está Jessie? Como ela está?
Jim olhou para ela, com a voz carregada. — Lá dentro. O médico está examinando e tratando dela.
— Tratando? Ela está ferida? Onde? — Ela disparou as perguntas, ansiosa para entrar.
— Ela tem alguns ferimentos. Não devem ser muito graves — disse ele para tranquilizá-la, embora ele próprio não tivesse certeza.
— Por que ela está ferida? — Eli ainda não sabia que Jessie havia sido vendida para as montanhas. Ela apenas recebera a ligação dele dizendo que haviam encontrado a menina, então correu para lá.
Jim encontrou os olhos dela, sombrio e de lábios cerrados, sem responder de imediato.
O olhar dele lhe dizia que algo terrível havia acontecido. Ela respirou fundo e perguntou novamente: — Onde você a encontrou?
Nesse exato momento, a porta se abriu.
Uma enfermeira saiu. — Tudo pronto. A família pode entrar.
Eli soltou o braço de Jim e entrou primeiro, desesperada para ver a filha.
Jim recompôs-se e a seguiu.
Eli encarou Jim, com a voz baixa. — O que aconteceu com a Jessie?
Quem a chicoteou? Quem a marcou desse jeito?
— Eu te conto mais tarde — disse ele. Ele não queria falar sobre isso na frente da criança.
Eli compreendeu. Mesmo estando desesperada para saber, ela se conteve.
Ela ficou com Jessie depois disso. Exatamente como o médico previu, as emoções da menina estavam instáveis. Ela temia e resistia ao mundo. Eli continuou segurando-a, dando-lhe algo sólido onde se apoiar.
Somente quando Jessie adormeceu é que Eli a acomodou suavemente, a cobriu e se afastou.
Com o coração partido, ela acariciou o cabelo da filha e chamou Jim para o corredor.
No corredor, ela perguntou: — Diga-me. O que a Jessie passou?
— Ela foi traficada para uma região montanhosa pobre. Alguém a comprou para criá-la como esposa — disse ele, despejando a pior parte de forma direta e ríspida.
— O quê? Vendida... — Eli empalideceu, e em seguida ficou vermelha de fúria. — Como os traficantes a escolheram como alvo?
Ela mal conseguia suportar o pensamento de Jessie em um lugar como aquele, aterrorizada. E aquelas marcas — seriam do comprador que a espancou?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....