Elise fixou-a com um olhar gélido. Sua intuição gritava que a Sra. Nielsen estava mentindo.
“Não.”
A Sra. Nielsen franziu a testa. “Que estranho. Ela não parava de gritar que queria ir para casa, então como...” Ela não terminou a frase. Uma sombra avançou bruscamente, e dedos de ferro se fecharam em torno de sua garganta.
O rosto do Sr. Nielsen parecia esculpido em gelo. “Você a deixou na beira da estrada?”
Abalada pela frieza que emanava dele, a Sra. Nielsen gaguejou: “S-Sim... Ela não queria voltar. Ela ficou fazendo um escândalo, queria sair de qualquer jeito. Eu não podia forçá-la.”
“Ela está desaparecida agora. Se algo acontecer com ela, você pagará caro.” O olhar do Sr. Nielsen era letal, e sua voz soava como gelo negro.
Quando ele a soltou, as pernas da Sra. Nielsen fraquejaram. Jessie a segurou antes que ela caísse.
“Jim, o que isso significa? A mamãe fez isso por nós. Ela só queria que a criança ajudasse—”
“Nossos problemas não devem envolver uma criança.” O Sr. Nielsen a interrompeu, ainda mais ríspido. Ele lançou um olhar severo para a Sra. Nielsen. “É melhor você estar dizendo a verdade.” Então, ele segurou a mão de Elise e saiu em passos largos.
“Jim...” Jessie ficou pálida como cera. Ele só voltou por causa da criança?
“Deixe que ele procure,” a Sra. Nielsen a puxou para perto. Ela ainda estava abalada, mas, no fundo, sentia-se presunçosa. Se o Sr. Nielsen não encontrasse a menina, não poderia fazer nada contra ela.
Elise seguiu o Sr. Nielsen para fora. Ela sabia que não conseguiria arrancar mais nada da Sra. Nielsen. Ela pegou o celular. “Não. Vou ligar para a polícia.” O terror a consumia. Ela temia pela segurança de Jessie.
O Sr. Nielsen pressionou a mão dela para baixo. “Tenho pessoas vasculhando a cidade inteira. Eles já estão analisando as imagens das câmeras. Eu vou encontrar a Jessie. Confie em mim.”
Ele sentiu o tremor nos dedos dela; o medo em seus olhos era nítido.
Elise encontrou o olhar dele. Ela pretendia ligar, mas, de alguma forma, acreditou nele.
“A Jessie vai ficar bem, não vai?” ela perguntou. Ele não sabia onde a pequena estava, mas ela precisava de algo em que se apoiar.
“Sim. Ela ficará bem.” A mão grande dele envolveu a dela, firme e transmitindo segurança.
...
Jessie não comia o dia todo. Nem água. A fome fazia sua cabeça girar. Ela se encolheu em um canto.
“Levante-se! Pare com o drama! Pagamos um bom dinheiro por você — você não tem o direito de nos tratar com arrogância!” Uma mulher robusta invadiu o local, praguejando.
Jessie ficou lá, atordoada, protestando em silêncio.
A mulher piscou, acalmando-se um pouco. “Certo. Não posso matá-la. Tenho que guardá-la para nos dar um filho forte e saudável.”
“Mãe, vá se refrescar. Eu vou convencê-la. Ela vai se comportar.”
“Esposinha, você está bem?” Ele viu que ela não se movia. A camisa dela estava em farrapos devido às chicotadas, e vergões marcavam suas costas.
O tom dele tornou-se viscoso. “Minha coisinha doce, por que você não escuta? Deixe-me ver seus ferimentos.” Ele finalmente tinha conseguido uma noiva — não podia deixar que ela fosse espancada até a morte.
Ele se aproximou. Jessie, que estivera estática, subitamente recuou.
Suportando a dor, ela se encolheu ainda mais no canto. “Afaste-se. Não toque em mim!”
“Viu só? Isso não está certo. Você está ferida. Eu sou seu homem — deixe-me dar uma olhada.” Ele pausou, então sorriu, sua voz soando repugnante. “Está com vergonha? Não fique. Seremos marido e mulher em breve. Ficarmos próximos não é nada demais.” Ele avançou novamente.
Jessie estava encurralada no canto, sem para onde fugir. Ela desferiu chutes em direção a ele. “Não chegue perto de mim. Saia daqui...”
“Sua coisinha teimosa. Mesmo ferida, ainda faz escândalo. Não admira que a mamãe tenha te chicoteado. Continue assim e você levará mais.”
A paciência dele se esgotou. Após ser empurrado repetidas vezes, seu rosto escureceu. “Venha aqui agora.” Ele abandonou o fingimento e esticou o braço, arrastando-a brutalmente para sua frente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....