Os olhos do Sr. Nielsen escureceram. "Você terminou de fazer cena?"
"Isso para você sou eu fazendo cena? Se eu não tivesse aparecido, nunca saberia que você e ela estavam se envolvendo de novo." Matilda estava furiosa além da conta. Normalmente, ela não ousava dirigir uma palavra áspera a ele, mas agora tudo saía em uma torrente descontrolada.
Elise finalmente recuperou o fôlego; sua bochecha já estava inchada.
"Matilda, a culpa é minha por você ter entendido mal, mas você está indo longe demais. Não estamos reatando nada, e não estamos agindo pelas costas. Eu o encontrei apenas por motivos de trabalho." O tapa foi injusto, claro, mas qualquer um que flagrasse aquela cena chegaria à pior das conclusões. Tudo o que ela podia fazer era tentar explicar.
Matilda lançou-lhe um olhar severo, recusando-se a acreditar.
"Esqueça. Vocês dois se resolvam. Estou indo embora." Elise não queria se intrometer no relacionamento deles — muito menos no casamento.
Ao se virar para sair, o Sr. Nielsen segurou seu pulso e pressionou uma pomada em sua mão. "Para o seu rosto. Passe um pouco." Ele tinha visto o quanto a pele havia inchado.
Sem dúvida, qualquer pequena demonstração de preocupação do Sr. Nielsen por Elise naquele momento ganhava proporções colossais aos olhos de Matilda.
Elise não queria mais mal-entendidos. Ela não aceitou a pomada que ele ofereceu.
"Vou comprar algo na farmácia." Ela recusou e se moveu para sair, quando subitamente se lembrou: "A propósito, eu lhe transferirei o dinheiro deste vestido mais tarde."
O Sr. Nielsen finalmente franziu a testa. Ele podia sentir que ela estava se afastando propositalmente.
Ao ouvir aquilo, Matilda olhou para o vestido que Elise usava. Era o lançamento mais recente da O, uma peça de design exclusivo. Por que o Sr. Nielsen teria comprado algo tão sofisticado para ela?
Assim que Elise partiu, Matilda olhou para o homem imediatamente e perguntou: "Sr. Nielsen, por que você e ela..."
"Eu a levei para almoçar. Caiu sopa na roupa dela. Pedi à minha secretária que comprasse algo novo no shopping. Foi apenas isso." Ele expôs os fatos de uma só vez.
Matilda o estudou. Não era que ela não acreditasse nele, mas...
"Você ainda assim não precisava ter trocado a roupa para ela você mesmo."
"Ela não conseguia alcançar o zíper. Eu apenas intervi para ajudar. Não há nenhum caso sórdido como o que você está imaginando."
"Mas—"
"Eu já disse o que precisava dizer. Se você não acredita em mim, não posso fazer nada a respeito." Com isso, ele se dirigiu para a saída.
Observando suas costas frias, o peito de Matilda se apertou com mágoa e pânico. Ela correu atrás dele.
"Não é que eu não acredite em você, é que..." Aquela era Elise — a mulher que ele mais amara.
Ao ver a expressão dele se tornar gélida, Matilda percebeu que insistir naquilo só terminaria mal.
Então, ela deveria simplesmente fechar os olhos para tudo?
"Por que você veio ao escritório de repente?" O Sr. Nielsen perguntou.
No final, Matilda ainda não conseguiu convencê-lo a voltar para casa. Ela engoliu sua frustração e partiu.
Ela sentia que ele havia mudado. Desde que Elise voltara, a atitude dele para com ela havia se transformado completamente.
Mesmo que ele dissesse que não havia nada entre ele e Elise, ela não conseguia acreditar plenamente.
Elise comprou uma pomada na farmácia e a aplicou delicadamente no rosto. Ela não esperava que Matilda batesse tão forte — sua bochecha ainda estava inchada.
Quando ela saiu do estabelecimento, um carro parou à sua frente.
Liam desceu, aproximou-se e perguntou: "O que aconteceu com o seu rosto?" Ao ver o inchaço, ele ficou atônito.
Elise levantou a mão para cobri-lo. "Não é nada. Eu esbarrei em algo."
Liam afastou a mão dela e viu as marcas nítidas de dedos. "Esbarrou? Isso se parece muito mais com alguém tendo te batido."
"Não é—"
"Não minta para mim. Eu consigo ver." As sobrancelhas de Liam se contraíram, a raiva surgindo.
Elise suspirou. "Sim. Alguém me bateu." Não fazia sentido esconder, então ela confessou a verdade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....