“Fora daqui.” O rosto do Sr. Nielsen tornou-se frio como o gelo. Ele empurrou a Sra. Winslow para o lado e caminhou em direção à porta.
A Sra. Winslow quase perdeu o equilíbrio. Irritada e perplexa, ela exclamou: “Você—”
Nesse momento, Matilda saiu apressada. A Sra. Winslow deteve a filha. “O que aconteceu? Por que não o manteve aqui? Não me diga que o remédio não funcionou?”
“Funcionou. Ele sabe que nós o dopamos”, Matilda deixou escapar, correndo atrás dele logo em seguida.
“Ele—” O rosto da Sra. Winslow também escureceu. Mesmo que o Sr. Nielsen tivesse descoberto, e daí? Com a substância no organismo, ele não deveria estar no quarto com a filha dela agora...
O Sr. Nielsen deslizou para dentro do carro e ordenou ao motorista que seguisse para casa.
Matilda os perseguiu, esmurrando a janela. “Abra!”
O motorista olhou pelo retrovisor para o homem no banco de trás. “Sr. Nielsen?”
“Não ligue para ela. Dirija.” O Sr. Nielsen rangeu os dentes, lutando contra o calor que percorria seu corpo, com cada músculo tenso ao extremo.
“Sr. Nielsen, abra a porta. Eu irei com você. Por favor, apenas me escute—” Matilda sentia a situação se transformar em uma bola de neve.
O Sr. Nielsen recostou-se, de olhos fechados, recusando-se a olhar para ela.
Seguindo a ordem, o motorista deu partida no carro e se afastou, ignorando Matilda que ainda batia na porta.
Matilda tropeçou e caiu no chão, esfolando o pulso. Ignorando a ardência, ela gritou para o carro que se distanciava: “Sr. Nielsen—”
A Sra. Winslow saiu e viu a filha caída no pavimento. Ela correu até lá. “Matilda, você está bem?” Ao notar o esfolado sangrento no pulso, ela arquejou: “Oh não, você está ferida! Esse Sr. Nielsen — que tipo de homem faz uma coisa dessas!”
“Mãe, eu preciso voltar agora.” Matilda estava apavorada com a ideia de ele odiá-la por isso.
A Sra. Winslow pensou em algo e assentiu. “Certo, apresse-se. Enquanto ele ainda estiver sob o efeito, você ainda tem uma chance.”
Matilda não tinha cabeça para pensar em engravidar. Mesmo dopado, ele a recusara. O autocontrole dele era assustadoramente forte.
Ao chegar em casa, o Sr. Nielsen foi direto para o chuveiro e deixou a água gelada cair sobre si.
Bryan não fazia ideia do que havia acontecido. Conforme ordenado, ele chamou o médico da família.
Do lado de fora do banheiro, Bryan disse: “Sr. Nielsen, o Dr. Lee está aqui.”
A água gelada clareou um pouco sua mente e o calor interno diminuiu, mas não o suficiente.
“Peça que ele espere no meu quarto”, disse ele.
“Sim, senhor.” Bryan se retirou.
Após se enxaguar por mais algum tempo, o Sr. Nielsen sentiu-se ligeiramente melhor. Ele desligou a água, enrolou uma toalha na cintura e passou outra toalha de banho nos cabelos enquanto saía.
O Dr. Lee já o esperava.
“Certo, certo. Vou preparar agora.” O Dr. Lee não ousou dizer mais nada.
Matilda voltou às pressas, apenas para ser parada por Bryan do lado de fora do quarto do Sr. Nielsen.
“Eu preciso ver o Sr. Nielsen.” Ela tentou passar por ele.
Bryan continuou bloqueando seu caminho. “Sra. Hensley, o Sr. Nielsen deu ordens. Ele não quer ver ninguém, especialmente a senhora.”
O coração dela caiu em um abismo.
“Eu preciso vê-lo. Tenho algo importante a dizer.” Mesmo bloqueada, Matilda não desistiria.
Ele devia estar furioso — nem sequer queria encará-la.
O pânico dela aumentou. Ela empurrou com mais força o braço de Bryan. “Por favor, deixe-me entrar. Direi o que tenho a dizer e sairei.”
Bryan não sabia o que os havia desentendido. Era a primeira vez que os via brigar. Por três anos, eles foram educados e distantes — recém-casados agindo como um casal antigo, sem faísca alguma.
Nesta noite, quando o Sr. Nielsen voltou, seu rosto parecia assassino.
“Sra. Hensley, por favor, não torne as coisas difíceis para mim—”
Antes que ele pudesse terminar, Matilda o empurrou para o lado e correu para a porta do quarto do Sr. Nielsen.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....