O coração de Elise se apertou. Ela se inclinou e passou a mão suavemente pela cabeça da filha. “A Srta. Matilda não é uma pessoa má. E você vai morar com o Papai, não com ela. Se ela realmente te excluir ou te machucar em segredo, eu voltarei para te buscar.” Se não fosse por sua total incapacidade de cuidar dela agora, ela jamais a deixaria ali.
Flora mergulhou em seus braços. “Eu só não queria ficar tão longe da mamãe. Não se preocupe — com o Papai por perto, ninguém pode mexer comigo.”
Elise a segurou firme. Como se ela pudesse suportar estar separada de sua pequena.
No dia seguinte, Jim dirigiu pessoalmente para buscar a pequena Flora.
Clay e o motorista colocaram as malas no carro.
Flora segurou a mão do pai e olhou para a mãe à frente deles. “Vou ficar na casa do Papai primeiro.”
“Vá em frente. Me ligue se acontecer qualquer coisa. Me ligue mesmo se não acontecer nada.” Elise tentou sorrir e não parecer triste.
“Tudo bem. Eu te ligo quando chegar lá.” Flora continuava doce como sempre.
Jim ouviu a conversa entre mãe e filha sem interromper. Quando terminaram, ele entrou no carro com sua menina.
Do começo ao fim, Jim não dirigiu uma palavra a Elise.
No carro, ele observou a mulher parada do lado de fora. Ela lutava para esconder o quanto aquilo doía, mas seus olhos já estavam cintilantes de determinação contida, embora marejados.
Naquela época, ela desistiu dos estudos para ficar com o bebê. Agora, para estudar mais, ela tinha que deixar a filha. Às vezes, a vida simplesmente te encurrala dessa maneira.
No dia em que Elise foi para o exterior, ela seguiu para o aeroporto sozinha. Não permitiu que ninguém se despedisse dela — especialmente sua filha. Se Flora viesse, ela talvez não conseguisse partir.
Ela fez o check-in sozinha e caminhou para dentro sem olhar para trás uma única vez.
Em outro lugar do terminal, Jim observava por trás de óculos escuros enquanto ela partia sem virar a cabeça. Droga, aquela mulher conseguia ser fria.
Seriam apenas dois ou três anos. Ela estaria de volta em breve.
Clay estava parado silenciosamente atrás dele, pensando no quanto aqueles dois eram teimosos. Eles não suportavam estar separados, mas nenhum dos dois admitiria.
Não era de admirar que tivessem se perdido um do outro.
Três anos depois, um voo vindo do Estado X aterrissou.
Pouco depois, Elise saiu com sua mala pelo portão de desembarque.
Ela vestia um sobretudo bege de última coleção sobre um conjunto de saia executiva impecável, seu cabelo brilhante preso em um elegante coque baixo.
Ao lado dela estava um homem alto em um terno de corte perfeito. Um rosto limpo e bonito atrás de óculos de armação dourada — puro polimento acadêmico.
“Bem-vindos! Em nome de todos da Starlight Investment, bem-vindos a ambos!” Um homem de meia-idade aproximou-se com um enorme buquê. Dois funcionários de terno o seguiam.
Jim assentiu. “Quer que eu te ajude a desencaixotar as coisas?” Ele era sempre atencioso com ela.
“Não precisa. Eu dou conta. Você deveria descansar também. Vá para o seu quarto.”
“Tudo bem. Me ligue se precisar de qualquer coisa.” Jim finalmente empurrou sua mala para fora.
Elise tirou o sobretudo e depois chutou os saltos. Descalça, ela começou a tirar as roupas da mala.
Ela achou que Jim tivesse ido embora, mas ele voltou num instante.
“Deixei meu laptop aqui dentro”, disse ele ao entrar — e então a viu descalça no chão. Ele franziu a testa. “O chão está gelado. Você sempre fica resfriada. Calce os sapatos.”
Ele se virou, pegou os chinelos do hotel e os trouxe.
O homem alto agachou-se à frente dela. “Aqui. Calce-os.”
Esmalte escarlate coloria as pontas de seus dedos, fazendo-os parecer ainda mais pálidos em contraste.
“Obrigada.” Ela deslizou para dentro dos chinelos imediatamente. Ele sempre se preocupou excessivamente com ela, mas ela ainda não estava acostumada com esse tipo de cuidado íntimo.
Jim se empertigou e olhou para ela com um sorriso. “Não seja tão educada comigo. E não faça isso de novo. Você conhece seu corpo melhor do que ninguém.” Ele estendeu a mão e deu um leve toque no nariz dela, sua voz quente de indulgência.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....