“Além do depoimento, temos também uma gravação. Ouça isto.” Um policial tirou o celular do bolso e apertou o play.
A gravação durava cerca de três minutos — apenas um homem e uma mulher conversando. O sujeito dizia à mulher para se entregar e limpar o nome de Elise. Ele prometia cuidar da família dela, garantindo que nunca passariam fome, especialmente seu filho doente.
Na metade da gravação, Elise já tinha decifrado tudo. O homem era Rex. A mulher era Li Xiu.
Quando Elise foi incriminada e detida na delegacia por tráfico de drogas, Rex ordenou que Li Xiu se entregasse e explicasse que Elise era inocente.
A gravação fora feita logo após o Sr. Nielsen assinar a escritura de transferência de ações. Isso significava que Rex achou que já tinha garantido as ações do Sr. Nielsen, e só então concordou em limpar o nome de Elise.
Ela o encarou, com a raiva flamejando. “Você tem muita audácia — planejar tudo isso. Se o Sr. Nielsen não tivesse lhe dado as ações, você ia deixar que eu recebesse a pena de morte?”
Nesse ponto, Rex não tinha mais onde se esconder. As evidências o fixavam como o mentor intelectual. A prisão era um destino inevitável.
Seus olhos ficaram vazios. Ele soltou uma risada gélida. “De que você tem medo? Mesmo que o Sr. Nielsen se afaste dos Nielsens, ele nunca se afastaria de você.”
“É hora de vir conosco”, disse o policial, fechando as algemas nos pulsos de Rex.
Elise observou enquanto o levavam embora. Sua raiva esfriou, mas um calafrio de pavor ainda persistia.
Rex era calculista demais. Ele usaria qualquer truque sujo para conseguir o que queria.
Ele achou que iria se recuperar e continuar trocando golpes com o Sr. Nielsen. Nunca previu as grades em seu caminho.
No tribunal, Rex foi condenado a dez anos.
Elise sentou-se na galeria, observando os oficiais o conduzirem para fora. O outrora deslumbrante rei do cinema era agora apenas uma figura arruinada e pequena.
Dez anos. Talvez isso o consertasse.
Do lado de fora do tribunal, um bando de repórteres e fãs fervorosos lotava a entrada.
Ninguém imaginava que Rex quebraria a lei e acabaria sentenciado.
Elise colocou seus óculos escuros, esquivou-se dos repórteres e foi embora.
Apenas mais tarde ela soube por que o Sr. Nielsen deixou o cargo de CEO do grupo e de onde veio aquela gravação.
Ela deveria ter adivinhado. O Sr. Nielsen não era alguém que se pudesse enganar tão facilmente. Rex tentando arrancar a Medinia Enterprise das mãos dele? Sem chance…
E ela tomou a decisão de abandonar o mundo do entretenimento. Chega de filmes, chega de publicidade. Ela queria se reconstruir, fazer algo que realmente a tornasse melhor.
A vida do velho patriarca Nielsen foi salva, mas sua saúde sofreu um golpe duro. Na maior parte do tempo, ele precisava ficar de cama.
“Ela não gosta que belisquem suas bochechas”, disse Jessica, observando o rosto da filha. O Sr. Nielsen não tinha apertado com força, mas ainda assim aquilo fez seu coração de mãe doer um pouco.
“Certo, vocês dois podem me abandonar. Vou apenas viver sozinho”, suspirou o Sr. Nielsen.
Jessica lançou-lhe um olhar de soslaio. “Não faça parecer tão trágico. Você buscou isso para si mesmo. E agora você está casado, com uma nova esposa. Você não está sozinho.”
O Sr. Nielsen repuxou o canto da boca. “Quase me esqueci que sou um homem casado.”
“É bom não dizer isso na frente da Srta. Jessie. Isso a destruiria.”
“Eu sei onde fica o limite.” Ele olhou de relance para a porta — claramente o velho não o veria tão cedo — e disse a Jessica: “Você cuida da conversa motivadora, ok?” Ele começou a se retirar.
“Espere”, chamou Jessica. Ele olhou para trás, e ela disse: “Você soube que Elise está abandonando a indústria?”
O Sr. Nielsen piscou, surpreso. Claramente, ele não tinha ouvido nada.
Seus olhos esfriaram. “Isso é assunto dela. Não tem nada a ver comigo.”
“Você abriu mão das suas ações para salvá-la, e acha que não tem nada a ver com você?” Jessica deu-lhe um olhar, meio divertida.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....