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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 7

Liz

Os dias foram passando. Graças a Deus, não fui mandada embora do meu trabalho. Rezei muito, já que preciso dar um jeito na minha vida e sair dessa casa. Não aguento mais minha madrasta e sua filha, até meu pai.

Já estava pronta para ir para a lanchonete quando a Cristiana entrou.

— Já vai trabalhar naquele lugarzinho de puta! — fala entrando e me olhando com desprezo.

— Se veio aqui para me provocar, é melhor ir embora. Juro que estou sem paciência hoje — falo, prendendo meus cabelos em um rabo de cavalo.

— Nossa! Como ela está se achando! Só porque fez 18 anos, acha que já é dona de si — termina rindo, indo até minha maquiagem e jogando tudo no chão.

— Você é louca, garota! — falo nervosa, voando em cima dela.

Pego os cabelos dela e começo a puxar com muita força, fazendo ela gritar de dor. Então minha madrasta entra com meu pai.

— O que está acontecendo aqui?! — ele grita comigo, bravo.

Solto ela e ela sai correndo para perto da mãe, choramingando igual uma criança mimada.

— Mamãe! Papai, eu só queria ajudar ela, mas ela, como sempre, me bateu!

— Sua... puta! — grita brava a minha madrasta.

— Liz, eu criei você, dei conforto, mas não dá. Realmente vejo que não dá para você continuar aqui. Hoje você não vai trabalhar. Arrume suas coisas, que vou te levar para um lugar — ele fala frio, me deixando apavorada.

— Não se preocupe, pode deixar que eu mesma vou sair daqui — falo com raiva, me virando e arrumando minhas coisas. Mas ele fica nervoso e se aproxima com raiva.

— Você acha que cuidei de você até agora para você sair assim...? — ele ri frio, me fazendo sentir medo. Realmente, eu não conhecia meu pai.

— Como assim? Eu sempre me virei sozinha — falo indignada.

Então, sem ao menos esperar, ele me acerta uma bofetada. Caio com a pancada, sentindo meu rosto vermelho e queimando.

— Você me bateu... — falo colocando a mão no rosto.

— Sua ingrata! — ele grita. — Arrume as coisas que eu vou levá-la a um lugar! — fala dando ordem, enquanto minha irmã e madrasta riem de mim.

— Eu não vou com o senhor! — falo brava. — Já tenho 18 anos, você não pode me obrigar!

— Não quero perder a paciência com você, Liz. Faça o que estou mandando.

Ele sai do quarto junto com elas, me trancando lá dentro.

Corro desesperada, mas dou de cara com a porta trancada.

— Fique pronta e arrume suas coisas! — ele ordena do outro lado da porta.

Encosto na porta, deslizo até o chão, me agacho e começo a chorar. Meu coração doía. A única família que eu tinha era ele e, mesmo assim, nunca me amou.

Capítulo 7— O Dia em que Tudo Desabou 1

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