Nicola sussurrou no ouvido dela.
— É que estamos completamente sozinhos deste lado da ilha.
Ele se levantou, passou a mão pelos cabelos levemente desalinhados e olhou para o mar.
— Preciso de um mergulho para esfriar o corpo. Quer vir comigo?
— Agora não amor. Cuidado com o tubarão!
Disse ela rindo.
— Nessa parte da ilha os tubarões não chegam.
Ele lhe deu um selinho rápido e correu em direção às ondas cristalinas. Juliana ficou observando-o, admirada. A cada dia que passava, aquele homem parecia mais lindo, mais profundo e mais apaixonado.
Mais tarde, reuniram-se em uma das varandas cobertas, onde um banquete de frutas tropicais os aguardavam.
Nicola deu um sorriso malicioso enquanto servia uma fatia de fruta para ela:
— Coma bem. Mais tarde quero te levar a um lugar especial.
Após o longo e repleto banquete, e de carícias trocadas sem pressa, Nicola decidiu que era hora de saírem. Ele vestiu uma bermuda de tecido leve e uma camiseta branca simples. Sem os ternos sob medida, parecia mais jovem, relaxado em nada lembrava o implacável presidente do Grupo Moretti.
— Ei, estou pronta! Vamos?
Chamou Juliana.
Ele se virou e varreu o corpo dela com o olhar. Ela vestia apenas o biquíni e uma canga amarrada na cintura.
— Por que eu tenho que ficar andando praticamente nua feito uma nativa selvagem enquanto o meu maridinho está coberto de roupas?
Protestou ela, fazendo um bico dengoso.
Nicola deu uma risada baixa, aquele sorriso raro que fazia o peito dela derreter por inteiro.

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