Ele tentou concentrar-se nas palavras que o celebrante proferia, mas sua mente teimava em escapar, inebriada pela certeza de que, em questão de minutos, aquela mulher extraordinária seria inteiramente sua.
O ápice da cerimônia aproximou-se. O sacerdote abriu espaço para o rito sagrado:
— Se existe alguém contra esse casamento, fale agora ou se cale para sempre.
Declarou a autoridade, fazendo uma pausa dramática. Um silêncio absoluto e denso pairou sobre o lugar. Ninguém ousou respirar mais forte, e o celebrante prosseguiu com um leve aceno de cabeça.
Aproximando o microfone dos lábios da noiva, orientou que ela repetisse os votos tradicionais.
— Eu, Juliana Rossi, prometo te amar e te respeitar, Nicola Moretti, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe...
A voz de Juliana, embora trêmula de emoção, soou com uma clareza cristalina e apaixonada, reverberando por todo o espaço e tocando o coração dos presentes.
O microfone foi então direcionado a Nicola, marcando o seu momento de firmar a promessa diante do mundo. Ele segurou as mãos dela com firmeza, sentindo o calor que emanava de sua pele, e declarou com os olhos cravados nos dela:
— Eu, Nicola Moretti, prometo te amar e te respeitar, Juliana Rossi, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe.
Um sorriso vitorioso e apaixonado brincou em seus lábios assim que concluiu a frase.
— As alianças podem entrar!
Anunciou o celebrante.


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