Os dias seguintes correram com tanta tranquilidade que até parecia erro na matriz. Nada de dramas cinematográficos, desastres culinários ou vilões de novela aparecendo sem avisar. A vida simplesmente fluiu em ritmo de cruzeiro.
Nicola e Juliana seguiam num estado de paixão tão elevado que deixavam qualquer um ao redor levemente enjoado de tanto mel. Era um tal de "meu amor pra cá", "minha vida pra lá", com direito a olhares apaixonados.
Nicola como um namorado ciumento que era, fez questão da namorada está o dia inteiro no seu campo de visão, ele praticamente fez Henry Salvattore devolve-la ao seu velho cargo no Grupo Moretti.
Enquanto isso, a pequena Gianne crescia firme, forte e completamente mimada. A garotinha não podia nem espirrar que a família Moretti inteira já aparecia com três casacos, uma mamadeira morna e um batalhão de tios e avós babões prontos para fazer macaquices.
Mas, como nem tudo são flores (ou calmaria), Nicola começou a deixar cair umas "pistas" nada sutis sobre casamento. Bastava passar na frente de uma vitrine de joalheria para ele soltar um "Nossa, amor, olha aquela aliança, combinaria tanto com seu anelar, né?”
Juliana, porém, pisava no freio sem dó:
— Devagar com o andador, Nicola! Ainda está cedo demais.
A verdade é que ela queria fazer a coisa do jeito certo dessa vez. O antigo "contrato de namoro" deles tinha sido uma piada burocrática: passaram um ano inteiro namorando e agindo como dois estranhos que se cruzavam no corredor para pegar café. Agora? Não, senhora. Juliana queria a experiência completa de um romance de verdade. Ela queria ser cortejada com direito a flores sem motivo, jantares surpresa, um namoro longo o suficiente para descobrir as manias irritantes dele e, só depois de muito chamego, um noivado de respeito. Nicola que se preparasse, porque a fila do romantismo ia ter que andar passo a passo!


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