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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 350

O silêncio que se instalou entre Nicola e Juliana nas semanas seguintes tinha o peso insuportável de um adeus não dito. O resultado positivo do teste de DNA não trouxe clareza; trouxe uma sentença. A conversa áspera que Nicola tivera com Valério ainda ecoava em sua mente, repetindo a verdade indigesta que ele tentara ignorar: o que estava exigindo de Juliana era uma violência invisível. Pedir que ela aceitasse um futuro ao seu lado significava obrigá-la a carregar o fantasma de outra mulher.

Nos corredores imponentes da mansão Moretti, o clima era de uma expectativa dolorosa. Todos torciam em segredo por uma reconciliação, mas até mesmo os corações mais esperançosos da família compreendiam o inevitável. Juliana não tinha a obrigação de ser santa. Ela não devia a ninguém a criação do filho que Nicola tivera com outra.

A verdadeira tortura, no entanto, acontecia a portas fechadas. Cada vez que Nicola cruzava o portão de ferro da mansão que um dia projetara para viver com Caterina, um nó sufocante se apertava em sua garganta. Aquele lugar virara um cemitério de expectativas. Cada móvel esculpido sob medida, cada escolha de decoração, cada detalhe refletia a sombra de Caterina. Não havia ali um único traço de Gina, sua primeira esposa, e muito menos de Juliana a mulher que ele verdadeiramente amava agora, mas que parecia escorrer por entre seus dedos.

Movido por um impulso visceral de sobrevivência emocional, Nicola tomou uma decisão drástica: colocou a propriedade à venda. Ele precisava arrancar as raízes daquele passado que o assombrava, custasse o que custasse. A única amarração que lhe restava com os dias sombrios era a criança que Caterina carregava no ventre, um vínculo de sangue que nenhuma transação imobiliária poderia apagar. Quando o contrato final foi assinado e as chaves entregues, uma onda avassaladora de alívio varreu seu peito. Livre do fantasma de pedra e cal, recolheu-se apenas a sobriedade do seu apartamento, sua vida social de empresário e às refeições familiares na casa dos pais.

Mas a vida na alta sociedade italiana não permitia que o luto se prolongasse por muito tempo. Pouco depois, uma tempestade de celebração atropelou a melancolia da família: Valério e Vittória anunciaram o casamento para dali a um mês.

A notícia caiu como um raio de luz sobre o clã. As famílias Moretti e Mancini mergulharam em um frenesi de preparativos, movimentando estilistas, floristas e banqueteiros por toda a Itália. Toda a elite do país já ostentava os convites dourados sobre as mesas, ansiosa pelo evento do ano, enquanto Nicola, à sombra da festa que se aproximava, sabia que o relógio corria, e que Juliana também seria convidada com sua família e ver Juliana novamente seria seu teste de autocontrole.

O relógio de ouro no pulso de Valério marcava cada segundo de um destino finalmente selado. Exatamente um mês depois, o salão de festas mais suntuoso de Milão abria suas portas para o enlace de Valério e Vittória. O ar estava denso, carregado com o cheiro de orquídeas raras, perfumes importados e segredos sussurrados. Toda a elite milanesa estava ali reunida: políticos de influência inquestionável, empresários de impérios bilionários e magnatas cujos nomes moldavam o país. Era uma exibição ostensiva de poder e luxo, mas a verdadeira tensão da noite não estava no altar.

Entre os convidados de honra, Henry e Zoe Salvattore atraíam olhares por onde passavam. Henry segurava firme nos braços o pequeno Henrico, de quase dois anos, uma cópia fiel e impressionante do pai, enquanto Zoe mantinha a pequena Giovanna, de apenas seis meses, acolhida contra o peito. Pouco adiante, Antonella e Enzo Mancini ostentavam a mesma aura de imponência, com a pequena Ginevra, de cinco meses, descansando tranquila.

No meio daquele mar de seda e champanhe, Juliana Rossi tentava se manter inabalável. Acompanhada por sua família, ela mantinha os ombros erguidos e o queixo elevado, mas a pele da sua nuca arrepiava. Mesmo mantendo uma distância calculada de Nicola, ela sentia o olhar dele. Um olhar pesado, possessivo, que parecia queimá-la à distância. A única que não marcou presença foi Isabel, que estava em um encontro com um rapaz misterioso.

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