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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 325

Donato ajustou a postura na sua poltrona de couro importado, encarando o neto com aquele olhar de quem já viveu dois séculos e perdeu a paciência em todos eles.

— Não vamos destratar a Caterina, Nicola, relaxe. Não sou nenhum monstro... ainda. Mas essa mulher não pisa um único salto alto na mansão Moretti até essa criança nascer! Depois que o bebê sair, a gente conversa. Faço isso exclusivamente pelo meu bisneto, que coitado, não tem culpa de ter uma mãe como ela. Leve ela para o seu apartamento, leve para aquela sua mansão cafonérrima que eu sei muito bem que você construiu pra ela e não pra Gina. Não tente enganar um velho que já viu de tudo nessa vida!

Nicola piscou, engolindo a seco enquanto tentava manter a pouca dignidade que lhe restava.

— Tudo bem, vovô...

— E tem mais!

Interrompeu Donato, levantando um dedo acusador.

— Eu não ponho os meus pés nesse casamento nem se me pagarem em barras de ouro.

— Mas vovô!

Nicola quase deu um pulo de tamanho desespero.

— Se a família Moretti não aparecer, a alta sociedade milanesa vai surtar! Vão começar a juntar as peças, os fofoqueiros de plantão vão fazer um banquete e todo mundo vai jurar de pé junto que eu traí a Juliana!

Dante suspirou fundo, massageando as têmporas como se uma enxaqueca cósmica tivesse acabado de se instalar ali.

— Nicola, meu filho, você plantou essa tempestade, agora aprenda a nadar na chuva. Você que dê o seu jeito com a mídia. Como seu pai, e apenas por uma tremenda caridade paternal, eu vou. Eu e sua mãe iremos.

Elisabetta, que até então bebericava seu chá em silêncio, deu uma risadinha irônica e colocou a xícara na pires com um estalido seco.

— Não conte comigo, Dante. Eu prefiro passar o dia com o papai. Contando as rugas do papai a pisar nesse circo. Ficarei em casa.

O ar da sala congelou. Nicola sentiu a espinha virar um bloco de gelo, mas tentou pigarrear para recuperar o controle da situação.

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