Januario Pereira soltou um gemido abafado.
Ele caiu no chão com o impacto.
Simultaneamente, os seguranças que protegiam Amanda das sombras surgiram.
Eles chegaram ao lado dela imediatamente.
— Diretora Amanda, a senhora está bem?
Amanda Soares acenou com a mão.
Os seguranças permaneceram parados, mas em alerta máximo.
Amanda Soares caminhou até Januario Pereira.
Ela o olhou de cima, com desprezo, observando o homem de rosto contorcido.
— Januario Pereira, o fato de você estar saltitando por aí agora não significa que poderá se exibir na minha frente para sempre.
— Por cada coisa que você fez a mim e ao meu marido, eu farei você pagar o preço.
Enquanto falava, ela pisou com força no ponto de conexão da perna amputada de Januario.
O rosto de Januario Pereira ficou pálido.
Gotas de suor do tamanho de feijões escorriam de sua testa.
Ele encarava Amanda Soares fixamente.
Satisfeita com o desabafo, Amanda Soares retirou o pé.
Ela lhe lançou um último olhar e se virou para sair.
Januario Pereira cerrou os dentes.
Olhando para as costas dela se afastando, sua expressão tornou-se ainda mais sinistra.
Ele agarrou o chão com força.
A dor na palma da mão o trouxe de volta à realidade.
Ele tinha vindo ali porque soube que o Presidente Costa se encontraria com ela.
Avisar o Presidente Costa era pretexto.
O que ele queria, na verdade, era vê-la.
Ele sentia tanta falta dela.
Todas as noites, pensava nela a ponto de não conseguir dormir.
Finalmente a viu, apenas para ser humilhado dessa forma.
Ele já não sabia se o que sentia era mais amor ou ódio.
Mas Januario Pereira tinha certeza de uma coisa.
Amanda Soares era a única motivação que ele tinha para viver.
Nesta vida, eles estariam entrelaçados até a morte.
Até que a morte os separasse.
Amanda Soares saiu diretamente do campo de golfe.
Ao entrar no carro, enviou uma mensagem ao Presidente Costa.
Avisou que teve um imprevisto e precisou sair.
Ela pisou fundo no acelerador.
Girou o volante com força.
O carro esportivo fez o retorno com fluidez e deixou o local instantaneamente.
Seu bom humor fora arruinado por um pedaço de lixo.
Amanda Soares pretendia voltar para a empresa.
Amanda Soares não teve intenção de dificultar as coisas para ela.
— Tudo bem. Posso subir agora?
A recepcionista liberou a entrada pessoalmente e a acompanhou com entusiasmo.
— Claro que sim, senhora.
— Pode usar o elevador privativo do Sr. Steven para ir à cobertura.
— Ele ficará muito feliz em vê-la.
Era uma moça que sabia falar bem.
Amanda Soares sorriu e saiu calmamente.
A antiga família Rocha era poderosa em Cidade G.
O edifício do Grupo Rocha refletia essa glória, como se podia ver pelo saguão.
Amanda Soares seguiu em frente até o elevador.
Ela esperou tranquilamente o elevador descer.
Nesse momento, duas mulheres saíram do elevador ao lado.
Uma delas parecia ser funcionária da Bravura.
A outra mulher...
O olhar periférico de Amanda Soares focou nela imediatamente.
Ela ouviu a mulher dizer:
— Srta. Lopes, pode ficar tranquila.
— Este cargo é o que tem mais chances de aproximá-la do Steven atualmente.
— Se você ainda não estiver satisfeita, só resta continuar esperando.

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