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O Amor Me Cegou, Eu Me Iluminei romance Capítulo 557

Ao ver a aparição de Beatriz Rebelo momentos antes, ela ficou surpresa.

Mas agora, com José Vieira também esperando na porta, Amanda Soares adivinhou a conexão entre os fatos.

Amanda Soares apertou os lábios.

Diante da provocação ressentida de José Vieira, ela virou o rosto para olhá-lo.

Ainda era aquele rosto bonito e atraente.

Mas José Vieira, sentado ali, exalava uma exaustão que parecia prestes a desmoronar.

Suas órbitas oculares estavam fundas.

As bochechas, antes cheias de vida, agora pareciam caídas.

Havia um tom amarelado e doentio em sua pele.

Até a linha do maxilar parecia menos definida.

O mais notável eram os olhos.

Vasos sanguíneos vermelhos se espalhavam pela parte branca como teias de aranha.

As olheiras eram tão profundas que parecia que ele tinha levado um soco.

Ou como se tivessem derramado tinta preta que se espalhou sob seus olhos.

Os lábios estavam secos, descascando.

No canto da boca, havia um rastro de barba por fazer, dando um aspecto desleixado.

Ao olhar para ele, o nariz de Amanda Soares começou a arder.

Ele devia ter sofrido muito mais do que ela.

Amanda Soares, com a voz embargada, chamou secamente:

— José Vieira.

José Vieira a olhou de soslaio.

— Não fale comigo agora. Ainda não pretendo te perdoar.

Instantaneamente, Amanda Soares ficou muda novamente.

Ela estava errada nessa história.

Era compreensível que ele estivesse com raiva.

Depois de um tempo, José Vieira suspirou pesadamente, parecendo irritado consigo mesmo.

No fim, não disse mais nada e arrancou com o carro.

No caminho de volta ao hospital, as pálpebras de José Vieira caíam, pesadas.

Cada piscada parecia exigir um esforço imenso.

Ocasionalmente, quando ele levantava os olhos, o olhar estava disperso.

Parecia coberto por uma camada de poeira, incapaz de focar.

Amanda Soares sentiu o coração doer ao ver o cansaço dele.

— Deixa que eu dirijo.

José Vieira olhou para ela, mas não fez menção de parar o carro.

Ele não respondeu.

Amanda Soares não insistiu para não ser inconveniente.

Sem perceber, ela acabou adormecendo no carro.

Quando acordou, viu que já estavam chegando ao hospital.

E sobre seu corpo, não sabia quando, havia um paletó.

Os dois pareciam ter se tornado estranhos.

Amanda Soares ia na frente.

José Vieira seguia atrás, sem dizer uma palavra.

Quem não soubesse, acharia que eram desconhecidos.

No entanto, agora Amanda Soares não tinha tempo para processar essas emoções.

Ela só queria ver Susana Santos.

Queria confirmar o estado dela.

Seus passos aceleraram instintivamente.

Ao entrar no quarto e ver Susana Santos acordada, as lágrimas jorraram de seus olhos de repente.

Amanda Soares caminhou até ela.

Sua garganta travou por alguns segundos, incapaz de proferir uma palavra.

Foi Susana Santos quem estendeu a mão envelhecida.

Trêmula, ela acariciou o rosto da filha.

— Amanda, não chore. Não chore. Nós não choramos.

Ela não queria chorar.

Mas as emoções reprimidas por dias foram liberadas.

As lágrimas não paravam só porque ela queria.

Amanda Soares apertou os lábios, impedindo-se de emitir qualquer som.

Ela não queria parecer desmoronar.

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