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O Amor Me Cegou, Eu Me Iluminei romance Capítulo 144

Januario Pereira, com uma expressão sombria, desviou o olhar.

Cecília Soares se aproximou, seus olhos brilhavam, cheios de compaixão.

— Deve doer muito, não é? E a Amanda... como ela pôde ter coragem de te machucar assim? Se fosse eu, preferiria me ferir a deixar que você se machucasse.

Januario Pereira olhou profundamente para Cecília Soares, ponderando suas palavras.

Era verdade, como Amanda pôde ter coragem de feri-lo daquela maneira?

A mulher que o amava como a própria vida, como se transformou em alguém que ele mal reconhecia?

Januario Pereira franziu a testa, mergulhando em pensamentos profundos.

—

Para ser sincera, Amanda Soares estava de excelente humor naquela noite, algo que Victor Godoy notou no caminho de volta.

Victor Godoy cantarolava uma melodia durante todo o trajeto, e Amanda Soares o acompanhava, ocasionalmente brincando.

— Amanda, como você conseguiu se apaixonar por Januario Pereira? Aquele homem tem a cabeça de um galanteador barato.

Amanda Soares zombou de si mesma.

— Você esqueceu? Naquela época, eu estava cega.

Victor Godoy assentiu com vigor.

— Sim, realmente cega.

Victor Godoy deixou Amanda Soares em casa e, após se despedirem, ele partiu com o carro.

A noite já estava avançada, uma lua crescente pairava sobre os galhos das árvores, e sua luz prateada alongava a sombra dela.

Inconscientemente, Amanda Soares pegou o celular para dar uma olhada.

Nenhuma chamada perdida, nenhuma mensagem não lida.

Ela nem sabia o que estava esperando.

Por um momento, sentiu que seu comportamento era estranho demais.

José Vieira e ela mal se conheciam; ele não tinha obrigação alguma de lhe dar uma resposta.

Amanda Soares guardou o celular de volta na bolsa e caminhou passo a passo para dentro do condomínio.

Mas, antes que pudesse ir muito longe, o celular em sua bolsa tocou.

Ela parou e olhou; era o número de Bárbara Oliva.

Amanda Soares atendeu distraidamente.

— Alô, Bárbara Oliva.

Em seguida, uma voz masculina veio do outro lado da linha.

Depois de pensar um pouco, Amanda Soares escreveu uma mensagem e a enviou ao gerente da Raízes Brasil Transportes.

A noite era profunda, e Amanda Soares dirigia em alta velocidade, reduzindo um trajeto de trinta minutos para vinte.

Ela entrou na Sociedade Jardim Brasil e foi direto para a sala reservada no andar de cima.

Ao contrário do barulho e da agitação do andar de baixo, o de cima era visivelmente mais tranquilo.

Amanda Soares encontrou a sala de número 666 e empurrou a porta para entrar.

A sala, que antes era uma cena de caos e libertinagem, silenciou no instante em que Amanda Soares entrou, e todos os olhares se voltaram para ela.

Mas Amanda Soares não se importou com aqueles olhares.

Ela varreu a sala com os olhos, que finalmente pousaram em um canto, sobre Bárbara Oliva, deitada inconsciente em um sofá.

Ao lado de Bárbara Oliva, dois homens a observavam com um olhar malicioso.

O olhar de Amanda Soares escureceu, e ela franziu a testa, caminhando diretamente em direção a eles.

Sem dizer uma palavra, ela se adiantou para levar Bárbara Oliva embora.

Nesse momento, um dos homens ao lado estendeu o braço para impedi-la, dizendo com um tom sarcástico:

— Amanda, qual é a pressa? Sua amiguinha aqui passou o tempo todo xingando o Lucas. Você precisa nos dar uma explicação em nome dele.

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