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Nunca Mais Segunda Opção romance Capítulo 96

A colega que respondeu rapidamente suspirou logo em seguida. Não era de se admirar que Gina não quisesse saber de Paulo; com aquele rosto, quem precisaria ser filho de empresário ou de político?

Ela nem conseguia imaginar: se pudesse abrir os olhos todos os dias e ver um rosto tão bonito ao seu lado, seria uma garota muito mais otimista e alegre.

Fábio caminhava em direção ao elevador enquanto ligava para Gina, mas ela não atendeu.

Gina não atender suas ligações era algo comum, e Fábio sentiu-se um pouco irritado. Havia feito questão de marcar o compromisso no Sabor de Deus só para tentar encontrá-la. No fim, ficou esperando por nada: ela já tinha ido embora.

Quando as portas do elevador se fecharam, Fábio encostou-se na parede reluzente de aço, fixando o olhar no painel que exibia os números descendo andar por andar.

Ao chegar no segundo andar, ele se endireitou de repente.

Algo não estava certo. No camarote de antes, não só Gina não estava, o sobrinho de olhos apertados do Diretor Duarte também não estava.

……

Gina ouviu o celular vibrando, mas o aparelho havia sido chutado por Paulo para debaixo do sofá.

Paulo estava completamente fora de si. Ninguém sabia de onde ele tinha arranjado aquelas cordas, mas já havia amarrado Gina, prendendo seus braços e pernas.

Gina recuava cada vez mais, até se encurralar no canto do sofá. Seus olhos arregalados estavam cheios de pânico, mas ela se esforçava para controlar o medo e tentava manter a calma.

"Paulo, eu não te fiz nada. Por que está me amarrando?"

Paulo fitava os lábios vermelhos dela, abrindo e fechando, e passou a língua nos próprios lábios com um ar lascivo: "Você não tem nada contra mim, mas eu te amarrei porque você não colabora. Se prometer que vai se comportar, eu te solto agora. Que tal?"

Acertou a coxa de Paulo.

Mas ele não se irritou; parecia até ter gostado. "Sabe, eu gosto desse seu jeito difícil de conquistar. Se tivesse aceitado ser minha namorada e deixado eu te levar pra cama, nada disso teria sido necessário. Mas você adora me provocar. Já faz anos que te quero, e hoje você vai aproveitar até não aguentar mais."

A mão de Paulo avançou, afastando a alça da lingerie do ombro dela. Ele já se inclinava para beijá-la quando Gina, como alguém prestes a despencar de um penhasco, gritou, desesperada: "Eu sou esposa do Fábio! Se você encostar em mim, ele vai te matar!"

Paulo parou por um instante e zombou: "Você, esposa do Fábio? Por que não diz logo que é avó dele?"

Ele obviamente não acreditava, mas, já que Gina quis mentir desse jeito, ele decidiu entrar na provocação, aproximando-se do ouvido dela e soprando de maneira nojenta.

"Fábio está no quinto andar bebendo. Grita, grita mais alto, vamos ver se esse seu marido de mentira aparece."

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