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Nunca Mais Segunda Opção romance Capítulo 99

Os cílios de Gina estremeceram levemente antes que ela abrisse os olhos devagar e virasse o rosto para olhá-lo.

No quarto, apenas uma luz suave estava acesa. As feições de Fábio estavam imersas naquela luminosidade delicada enquanto ele enxugava gentilmente o braço dela.

Depois de terminar de limpar-lhe as mãos, ele estendeu a mão para tirar a alça da camisola dela.

Gina, que até então permanecera em silêncio, reagiu, pressionando o peito com a mão. Sua voz, suave e rouca, soou: "...Não."

Ela estava tão frágil, tão delicada que parecia que se alguém a tocasse, ela se partiria. A paciência de Fábio se estendeu ao infinito. Ele se debruçou, acariciou o rosto dela e consolou em voz baixa: "Só vou te ajudar a trocar de roupa, nada mais."

"..."

"Calma, a roupa está suja. Dormir assim é desconfortável."

Os cílios de Gina tremeram suavemente e, após um instante, ela soltou a mão.

Fábio tirou sua camisola e a calça, limpou delicadamente todo o seu corpo, e a vestiu com um pijama macio e confortável. Durante todo o tempo, seus gestos foram gentis, sem qualquer malícia.

Quando terminou, ele levantou o edredom e deitou-se ao lado dela.

A mente de Gina estava cansada e entorpecida. Quando ela percebeu, já estava nos braços de Fábio.

"Dorme."

A voz grave e aconchegante do homem soou acima dela: "Tudo que aconteceu hoje foi apenas um sonho. Vai ficar tudo bem depois que você dormir."

Talvez o que aconteceu à noite tivesse sido demais para ela e Gina se apegou àquela sensação terapêutica de segurança, sem afastá-lo, permitindo que ele a abraçasse.

Fábio sorriu suavemente e ainda a elogiou: "Muito bem."

Gina não respondeu, apenas sentiu aquele conhecido aroma fresco de pinho e, pouco a pouco, fechou os olhos.

O tempo fluía em silêncio.

A respiração da pessoa em seus braços era longa e tranquila.

Fábio afastou-se um pouco, olhando para o rosto sereno dela adormecida.

Depois de algum tempo, ele sorriu e murmurou: "Seria ótimo se você fosse sempre tão obediente."

Após sorrir, ele apertou de leve o nariz dela, em tom de brincadeira: "Eu disse para você não sair por aí, ficar quietinha ao meu lado, mas você não escuta. Olha só, foi repreendida."

"Criança desobediente precisa ser punida."

Dizendo isso, ele se inclinou e beijou-lhe os olhos, como um pequeno castigo.

Beijou também o nariz dela, mais uma vez, outro castigo.

Por fim, beijou-lhe os lábios, não resistindo em beijá-la mais duas vezes, satisfeito.

Recolocou-a em seus braços e murmurou baixinho: "Eu prometi te proteger por toda a vida, não foi da boca para fora."

...

Gina dormiu profundamente e só abriu os olhos novamente às oito da manhã.

Estava aninhada num abraço quente e firme, sentindo o aroma refrescante de pinho junto ao nariz. Demorou alguns instantes para lembrar-se do que acontecera na noite anterior.

Então, agora ela estava na Mansão Sol Radiante, e quem a abraçava era Fábio.

Gina não reagiu muito. Na noite anterior, tivera um colapso emocional, mas não perdera totalmente a consciência.

Gina não quis responder, mas pensou consigo mesma que, se tivessem um cachorro em casa, ele seria o terceiro.

Depois de terminar de escovar os dentes e se arrumar, Gina passou por ele sem olhar, indo direto para o closet.

Quando estava prestes a se trocar, sentiu um olhar intenso sobre si. Gina parou, irritada: "Você é um pervertido, está espiando alguém trocar de roupa."

Fábio, encostado à porta com ar relaxado: "Estou olhando abertamente."

Quando o assunto era falta de vergonha, ninguém superava Fábio. Gina só lamentou não ter colocado uma tranca na porta do closet ao projetá-lo; pegou a roupa e foi se trocar no banheiro.

Quando saiu, aquele homem já estava vestido, com toda pose.

Gina pegou o celular e ia sair, mas Fábio segurou sua mão: "Eu te levo, me espera cinco minutos."

Gina não sabia de onde ele tirava tanta cara de pau para pedir que esperasse. Ia retrucar, mas, pensando melhor, aceitou: "Tá bom."

Fábio se arrumou rapidamente e, ao sair, viu Gina sentada pacientemente à mesa do café da manhã.

A funcionária preparara um café da manhã farto. Fábio estava de excelente humor, puxou a cadeira: "O pão recheado do hospital nunca vai ser melhor do que o café de casa. Café da manhã bom é com o marido, sempre..."

Um acordo de divórcio foi colocado diante dele, brilhando na mesa.

O resto da frase de Fábio ficou preso na garganta.

O homem levantou os olhos, afiados.

A funcionária, como uma aluna que fez algo errado, saiu apressada, com o rosto dizendo "não sei de nada, não me pergunte nada".

"A funcionária esqueceu um papel quando separava o lixo para reciclagem, acabei de encontrar." Gina colocou a caneta na mão dele com um sorriso delicado, "Assine."

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