Aproveitando o momento, Vicente Freitas entrou em contato com o mestre mais velho e relatou-lhe o estado atual de Lília Andrade.
Ele já tinha enviado pessoas para verificar a origem da droga.
Mas depender daquela pista para tentar curar Lília era uma esperança fraca.
A esperança final ainda residia no mestre mais velho.
O mestre mais velho, ao ouvir o que havia acontecido, ficou furioso. Mesmo pelo telefone, dava para ouvir os passos dele andando de um lado para o outro: — Como é que aquele bando de animais da família Silva ousou ferir Lília desse jeito?! Não passam de lixo!
Ele os xingou por minutos ao telefone, incapaz de esfriar a cabeça.
Mas ele também sabia que ofendê-los ali não traria nenhum resultado; a prioridade agora era a saúde de sua querida aprendiz.
Depois de se acalmar, ele disse a Vicente: — Vou pedir para que tudo fique preparado por aqui, traga a Lília o mais rápido possível.
— Está bem.
Com a palavra do mestre mais velho, Vicente ficou ligeiramente aliviado.
O carro partiu pela manhã e, quando chegaram à Cidade Capital, já estava escuro.
Vicente levou Lília direto para o instituto de pesquisa filiado ao Grupo Auge Medical.
Ao saírem do carro, o mestre mais velho e Sebastião Serra os esperavam; até Hugo Alves estava lá.
Hugo tinha ido visitar o mestre para discutir assuntos médicos e presenciou a ligação de Vicente.
Depois de saber da situação de Lília, ele veio ajudar...
Naquele instante, quando Vicente apareceu carregando Lília, os três homens se aproximaram com preocupação.
Hugo olhou para Lília e perguntou a Vicente: — Como a Lília está? Ela está bem?
Vicente respondeu a verdade: — O médico aplicou-lhe uma injeção no caminho e ela agora dorme profundamente. Tudo está pronto no instituto, certo?
Hugo assentiu e disse: — Sim, não se preocupe, começamos a nos movimentar logo após receber sua ligação e ficamos esperando vocês chegarem.
A testa franzida do mestre mais velho não relaxou um segundo sequer.
Ele mediu o pulso de sua amada aprendiz e, como parecia não ter descoberto nada, disse a Vicente: — Primeiro leve a paciente para a sala médica para um check-up detalhado.
— Sim, senhor.
Vicente não perdeu tempo. Depois que Hugo abriu caminho, o grupo entrou na sala médica.
Depois que Lília foi colocada na cama, Vicente foi convidado a esperar lá fora.
Mais de meia hora depois, o exame foi concluído e os resultados saíram.
A conclusão era semelhante à do hospital na Cidade R.
No entanto, o relatório do instituto foi um pouco mais detalhado.
Hugo pegou o papel e explicou detalhadamente a Vicente: — Essa droga ilegal contém um elemento tóxico, e faz mal ao corpo. Se a dose for baixa, a pessoa apenas sofrerá alucinações.

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