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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 188

— Gregório, sobre o que estão conversando?

A voz de Dulce soou às costas dele; a mulher já havia se aproximado.

Gregório hesitou por um instante, virando-se para encará-la.

Dulce, já com a bolsa que havia esquecido no carro em mãos, caminhava até ele com um sorriso radiante.

Urbano soprou uma argola de fumaça, soltou uma risada e não mencionou Celeste: — Nada demais, o Gregório e eu estávamos apenas jogando conversa fora.

Só então Gregório voltou o olhar na direção onde Celeste e a criança estavam.

A saída da viela já se encontrava vazia.

Era como se o olhar da pequena menina minutos atrás tivesse sido fruto de sua imaginação.

O que o fez franzir a testa de forma quase imperceptível.

Uma sensação indescritível desceu por sua garganta, desaparecendo sem deixar rastro.

Dulce, entretanto, notou que Gregório observava um ponto distante com uma expressão pensativa.

Ela se aproximou: — Gregório? Tem alguém ali?

Foi então que Gregório sentiu Dulce puxar de leve a manga do seu paletó.

Ele desviou o olhar, abaixando os olhos por um segundo. — Não há ninguém. Não é importante.

Dito isso, virou-se e retornou ao pátio do restaurante.

Dulce sorriu e o seguiu.

Naquele dia, o restaurante estava repleto de amigos. Fagner estava sentado ao lado de Urbano e foi aí que escutou o amigo contar sobre o encontro recente com Celeste.

— Nós estamos aqui num evento privado e ela aparece tão de repente. Se o gerente do restaurante não dissesse que o lugar foi fechado, aposto que ela não iria embora.

Urbano encolheu os ombros, o tom carregado de zombaria.

Fagner parou no meio de um gole de sua bebida: — Ela esteve aqui?

— Esteve. Provavelmente ouviu algum boato e veio atrás do Gregório.

Fagner franziu a testa em silêncio.

O que Celeste queria dizer com aquilo?

— A sua linha de partida e a da Celeste são mundos à parte. Ela conseguir uma vaga nas beiradas desse projeto já foi pura sorte. Você terá inúmeras oportunidades no futuro, não vai ser essa que fará falta. — Consolou Urbano.

Dulce sorriu, balançando a cabeça em sinal de resignação: — Não tem problema. Ouvi dizer que a Celeste, valendo-se da proteção do Diretor Costa, mudou drasticamente as minhas proporções na equipe de pesquisa. Ela substituiu toda a minha fórmula. Parece que ela se importa um pouco demais comigo. No fim das contas, sou a irmã mais velha dela, ela não precisa provar o seu valor dessa forma. Se alterar as fórmulas de forma imprudente causar um desastre, a culpa será da sua própria autoconfiança cega.

Fora uma mulher da Universidade Imperial, com quem mantinha boa relação, quem lhe passara a informação.

A verdade era que estava furiosa.

Aquilo significava que, se o experimento fosse bem-sucedido, o último traço da sua contribuição teria sido apagado.

O quanto Celeste temia que o futuro remédio carregasse as suas marcas?

Com a mente tão cheia de ideias mesquinhas de competição, seria difícil alcançar qualquer grandeza.

— O que você acha, Gregório? — Dulce virou o rosto para encarar o homem ao seu lado.

Gregório baixou o olhar, deslizando as pontas dos dedos pelo copo, mergulhado em pensamentos.

Ao ouvir a pergunta, ergueu levemente os olhos.

Ignorando a questão, abriu um assunto completamente novo: — O David tem filhos?

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