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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 501

Ele se virou e caminhou em direção à saída.

O coquetel, antes grandioso, estava completamente arruinado.

Deixando para trás apenas uma enorme bagunça a ser resolvida.

Quando Celeste saiu.

Seus passos eram trôpegos e instáveis.

Na verdade, ela nunca imaginou que brigaria feio com a Família Souza até chegar a esse ponto.

Mas a questão da certidão de divórcio havia tocado no seu ponto mais vulnerável; envolvia Laura.

Ela não queria mais ser manipulada, então, naturalmente, não pediria de novo a verdadeira certidão de divórcio a eles.

Já que a Família Souza agia de má-fé, só restava a ela um único caminho a seguir —

Celeste ficou parada na calçada e pediu um carro de aplicativo, mas, àquela hora, a fila de espera passava do número cem.

Sem se importar com mais nada, Celeste ligou diretamente para Vinicius Rocha.

Não demorou muito para ele atender do outro lado da linha.

— Celeste?

Ela conteve o nó na garganta e perguntou.

— Você pode falar agora? Preciso me encontrar com você para resolver um assunto.

Vinicius pareceu notar algo estranho na voz dela.

Ele ficou em silêncio por um momento.

— Estou fazendo hora extra na NOVE. Venha, vou te esperar.

NOVE era a filial da Família Rocha na Cidade Imperial.

Ele acrescentou.

— Vou pedir para o meu secretário descer para te encontrar.

Celeste concordou e desligou.

Mas o carro parecia não chegar nunca.

Ela tocou o rosto e percebeu que estava seco. Não tinha derramado uma única lágrima.

Ela achou que estava sendo muito mais forte do que imaginava.

De repente.

Um Rolls-Royce negro e brilhante na escuridão da noite parou diante de Celeste.

O vidro do carro abaixou.

Gregório estava no banco do motorista, com uma mão no volante e a cabeça virada para ela.

— Para onde você vai? Entra.

Celeste olhou para o rosto sereno dele.

Involuntariamente, os cantos de seus lábios se curvaram num sorriso amargo.

Ela definitivamente poderia ter recusado.

Mas, naquele instante, algo lhe passou pela cabeça e ela não negou a carona.

Ela entrou no carro sem hesitar.

— NOVE, por favor. Obrigada.

Ao ouvir o nome, o olhar de Gregório voltou-se para o rosto de Celeste enquanto ela colocava o cinto de segurança.

Claro que ele sabia de quem era aquela empresa.

E sabia muito bem a quem Celeste estava indo procurar.

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