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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 189

A pergunta caiu como um raio.

Fagner tratou de balançar a cabeça: — Não, ele é o único herdeiro da Família Costa. Como teria um filho sem nem ser casado?

Gregório semicerrou os olhos, focando as pedras de gelo no copo: — Então a criança é da Família Rocha.

Aquela garotinha adorável muito provavelmente era a mesma que quase se machucou num acidente de carro com Luana tempos atrás e acabou internada.

E, por sinal, a mesma menina por quem Celeste havia tido um acesso de raiva explosivo com ele.

Urbano sacou de imediato a quem Gregório se referia.

E esclareceu: — Vi agora pouco, lá embaixo, a Celeste e o Diretor Costa com a menina. A Celeste a trata como se fosse filha dela, o desejo de ser mãe estava estampado na cara.

— Família Rocha? — Fagner recordou-se da jovem herdeira no comando do clã. — A Celeste só é íntima da Juliana da Família Rocha. A Juliana tem um irmão mais novo que ainda está na faculdade, a criança não é do ramo deles. Desde quando a Família Rocha tem tanta intimidade a ponto de deixar a Celeste passear com a criança deles por aí?

— Tem certeza de que a criança é da Família Rocha?

Os olhos de Gregório estavam escuros como piche: — Sim.

Ele próprio havia se informado no balcão das enfermeiras quando esteve no hospital.

A garotinha se chamava... Laura, da Família Rocha.

Era da Família Rocha, sem sombra de dúvidas.

Ao notar o interesse inusitado do homem por uma criança de outra família, Dulce apertou os lábios e indagou: — Gregório, de onde surgiu essa curiosidade repentina pela criança da Família Rocha?

Até onde sabia, Gregório nunca fora um homem exatamente apaixonado por crianças.

Nem mesmo pela sua pequena Luana ele demonstrava tanta preocupação.

Aquela pergunta no ar.

Fez com que Fagner e os demais também o encarassem.

Gregório recostou-se na cadeira; as feições frias e perfeitas não revelaram qualquer emoção. — Foi apenas uma pergunta banal.

Dulce considerou e concluiu que fazia sentido.

Ao esbarrar com elas lá embaixo, e ainda mais com a presença de Celeste, a hipótese mais provável era a de que a ex-mulher estivesse usando o filho dos outros para desfilar sob os olhos de Gregório e chamar atenção.

Insinuando-lhe que desejava ter filhos.

Aquele estratagema barato.

Não lhe passara despercebido.

E, quanto a isso.

Só no tempo em que esteve na sede da Hercore para carregar os relatórios clínicos, os telefones não pararam de tocar com propostas de investidores interessados.

O bom humor irradiava de David: — A Hercore virou a mina de ouro do mercado de investimentos. A fila de interessados em embarcar no projeto não para de crescer, embora, claro, muitos mantenham uma postura cética, achando impossível viabilizar tal tecnologia com perfeição nas condições atuais.

Celeste compreendia a cautela.

O desafio era monumental.

Fundir filosofias médicas antagônicas, orquestrar múltiplas equipes e vencer obstáculos tecnológicos colossais eram desafios gigantescos, ainda mais com teorias que, em sua essência, pareciam inconciliáveis.

Ela, contudo, trazia na bagagem mais de uma década de estudos na medicina, acrescidos do curso universitário focado em inteligência artificial. Tinha plena consciência do que estava em jogo.

— O projeto catapultou a Hercore aos holofotes, mas os burburinhos giram mesmo em torno da equipe de pesquisa. Todos querem fuçar a identidade do líder do projeto e já tem gente conspirando que Freya seja a mente por trás disso.

A verdade precisava ser dita.

Certas mentes eram sagazes demais.

Celeste era, na verdade, a própria Freya, e quanto a isso...

Ela já havia refletido e deliberado exaustivamente.

— Deixarei para ponderar sobre vir a público só depois de assinar o papel do divórcio. Quando fui à Cidade V para dar à luz a Laura, usei a identidade de Freya. Acabar com esse mistério agora é um risco que não pretendo correr.

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